domingo, 22 de Novembro de 2009

Minnie sobreviveu aos...

..apertos!
Sobrevivi, sim...e olhem que não foi fácil!!
Valeu a pena ter "perdido" o meu dia livre, para conhecer estas crianças. Nunca tinha visto crianças tão felizes...mas confesso que, a determinada altura, vi a minha vida a andar para trás!Lol
Tínhamos 9 JI para visitar (com 15 salas, no total), mas alguns deles situam-se dentro de edifícios onde é leccionado todo o primeiro ciclo. Conseguem imaginar-nos (a mim e ao meu Mickey, que até era uma mulher), em pleno intervalo grande, no meio daquelas crianças todas?!
Não, não conseguem, mesmo!
Ele era apalpanços por tudo o que é lado, para ver se éramos verdadeiros...
Ele era tentar arrancar-nos a cabeça, para ver quem estava por detrás das personagens...
Ele era mexer-nos no rabo...
Ele era apalpar as mamas ao Mickey, quando este os abraçava, porque elas acabavam por sobressair no meio do abraço!
Bem...a determinada altura, já noutro Jardim de Infância/Escola Primária, resolvemos, depois de visitar as 3 últimas salas e, porque ainda tínhamos tempo, convidar as turmas todas da primária/1º ciclo a juntarem-se a nós. Foi o delírio total!
O descalabro quase aconteceu quando a Minnie, já EXAUSTA, resolveu sentar-se no chão, ao pé do Mickey, para tirar fotos com uma das turmas. Então não é que os miúdos saltaram-nos, literalmente, para cima?! Juro que, naquele momento, me vi sem cabeça!Lol
Felizmente, entre rostos quase virados para as costas e completamente "cegas" e sem respirar, lá nos conseguiram acudir!lol
Se julgam que eram apenas as crianças em delírio, desenganem-se! Os prof, funcionários e até os que por nós passavam na rua, foram ao rubro com as personagens. Ninguém contava ver-nos ali...no meio do nada...
Na nossa escola, o sucesso foi igualmente significativo: as portas abertas, por causa do plano de contingência da Gripe A, atrapalharam aulas...suscitaram gargalhadas sinceras e gritos de espanto.
Na cantina, na secretaria, na sala de professores e até no Conselho Executivo, não houve ninguém que ficasse indiferente!
As fotos são às centenas e, claro, eu tenho a honra de poder dizer que, pela primeira vez na minha vida, fiquei bem em TODAS!!!!
Já em casa, completamente rotinha, reservava uma surpresa ao meu Favinho: a presença da Minnie!
Na véspera, o aniversário do Mickey tinha sido celebrado com pompa no infantário que frequenta (foi de lá que sairam os fatos), mas o meu favinho ou favocas viu uma Minnie sem cabeça, porque acabara de assustar os bebés.
Resolvi, então, já que ele só dizia que a Minnie tinha ido "fajer bolos", surpreendê-lo, com a ajuda do pai...e, acreditem, foi dos momentos mais engraçados e comoventes que já vivi com o meu filho!
Como não me reconheceu, brincou...cantou...dançou com ela ...apresentou todos os elementos da família, em fotos...mostrou o quarto...abraçou e beijou mil e uma vezes e quase fez uma grande birra quando a Minnie se foi embora...mas compreendeu que ela tinha que ir visitar outros meninos!
A parte mais engraçada foi quando me levou ao quarto e começou a dar-me/mostrar-me todos os obectos/brinquedos das personagens...e dizia " Olha, Minnie, uma bola com o Mickey e tu...toma"..." e olha a tua caja"...
O que ficou deste dia? Magia...muita magia...no meu coração, no daquelas crianças e no do meu menino.
Valeu a pena ter passado tormentas!
E, agora, há que continuar...parece-me que chegou a hora de dar início, embora que muito lentamente, por falta de tempo,  ao apelo que trago comigo desde a infância: levar a alegria ao coração dos que mais precisam.
Deixo-vos uma foto com o meu Favinho (a máquina ficou sem pilhas e Câmara substitui-a...felizmente) e algumas que deixei no blogue da biblioteca (Este projecto nos JI intitulava-se "As histórias vão passear...até onde as convidarem". O nosso (equipa da Biblioteca) objectivo é entrar em JI, escolas de 1º Ciclo do nosso agrupamento e ler, levar filmes e magia a estes meninos que pouco ou nada têm.)
Pelas fotos que aqui deixo, julgo que conseguirão captar a importância deste dia!
Beijinhos...Estou em falta convosco, mas prometo visitar-vos no decorrer da semana!
P.S: Por cá, já há Natal...e o pimpolho sai à mãe: ADORA! (voltarei para falar nesta época tão especial, noutro dia:)). Vou tirar a tinta das mãos (estive a pintar), arranjar-me, buscar favinho e pai e vamos, todos, aos padrinhos;)
P.S1: aconselho-vos a clicar na música, para a ouvirem enquanto vêem as fotos...se quiserem entrar no mundo da Disney;)




Disney - Mickey Mouse Club .mp3



Found at bee mp3 search engine

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

E...porque, muito...

...se tem falado em moda, gajas e afins, aqui fica o meu traje de amanhã:

(a precisar de "apertos"...nos fechos:))

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Mais um...

...beijinho, cheio de pressa!
Está tudo bem, mas o trabalho é imenso e não me sobra tempo para tudo.
A prioridade tem que ser o meu pilinhas, afinal só podem ter sido os remorsos os causadores do horrível sonho:)
Voltarei, mal tenha um tempinho.
Amigas do "conBíbio à Bimby", que tal dia 1?;)

sábado, 14 de Novembro de 2009

Pesadelo

E, assim, do nada, o meu filho escorregava-me entre as mãos, enquanto saltitávamos pelas enormes pedras de um lago.
Foi o maior pesadelo que já tive até hoje.
Os remorsos pesam...a sensação que não tenho dado tudo de mim neste último mês de trabalho exaustivo...voluntário ou não.
Hoje apetecia-me tê-lo aqui comigo para o devorar de beijos, por isso vou escrever para ele...
Bolas, que este pesadelo pôs-me o coração a bater descompassadamente!
Alguém me disse, um dia, bem antes de ser mãe, que a partir do momento em que os sabemos dentro de nós, não mais há sossego...e tinha razão.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Continuamos...

...graças a Deus, vivíssimos da Silva (onde raio já ouvi isto?)
Hoje, mais do que nunca, atoladinha em trabalho: quem me manda festejar o S.Martinho mais cedo, enfartar-me de castanhas assadas na brasa e beber a boa da jeropiga?! Pois, foi isso que me levou à aldeia...e a presença dos meus primos de Lisboa, que me desorientam completamente!:)
De lá, trouxe, naturalmente, o mesmo trabalho que levara...uma enxaqueca daquelas que nos faz temer o prefixo da palavra (se bem que por aqui, continua-se casta e pura)...um pirralho ainda mais mimalho e mais mijão (cuidado, doce formiguita! Agora é que o miúdo faz pontaria, quando decide "mijar à homem!")...menos vontade de trabalhar, leia-se corrigir testes (se bem me lembro, no início da carreira era o que mais me agradava fazer...huum...devo estar velha!) e muito sono, porque os meus primos são mesmo do menos pontual que há (o magusto previsto para as 20.00, começou bem depois das 22.00) e o mais conversadores, também.
A tudo isto juntou-se mais roupa para lavar (está ali à espera de ser engomada)...a casa, na 6ª limpíssima, agora de pernas para o ar, porque só se vêem testes...malas e papelada...sem esquecer o gozo dos colegas mais próximos que ouviram um conterrâneo perguntar se tinha sido o fds da jeropiga!!!
O interregno deste dia de trabalho (concluir a correcção de 6 turmas de testes, já que uma ainda está nas mãos da colega que, gentilmente, deu o teste na aula de E.A; preencher 7 grelhas, cuja única informação que ficará a faltar será as vezes que os putos vão ao WC...ou pedem para ir...uma acta de grupo disciplinar...e nem sei mais o quê), teve como único propósito relaxar, enquanto a minha amiga Bimby está a preparar o meu prato favorito dos últimos tempos (legumes cozinhados a vapor).
Dia de folga...mas Favinho no infantário. Vale-me o saber que é feliz...mimado e que adora lá estar, mas confesso que já começo a sentir remorsos porque há mais de um mês que não entro no seu cantinho (o blogue da biblioteca e as actividades que inventamos roubam-me, ainda, mais tempo).
E, pronto! O que mais há a dizer?
Amanhã é fim-de-semana e, como sempre, já está preenchidíssimo (desta vez, sem jeropiga...creio...mas no lançamento do primeiro livro da colega/amiga mais profissional que já encontrei, até hoje, na área das letras).
É mãe de dois meninos autistas...que não são gémeos...Conta com o apoio incondicional da família e de alguns amigos, mas em casa,  está, apenas, ela e os filhos.
Ultimamente, quando me queixo, é nela que vou buscar forças...afinal, o que é uma lavandaria desarrumada...uma casa-de-banho a precisar de lixívia...uns meros testes por corrigir, quando Deus me concedeu a benção de ser mãe de um menino saudável?
P.S: a relação com a chefia está, finalmente, como eu gostaria: cordial! Agora, sim, começo a perceber que o meu trabalho está a ser reconhecido (Como é bom podermos ter a hipótese de reunir com a chefia e desfazer os malentendidos...)
Estou mais empenhada do que nunca! E, para a semana, há Mickey e Minnie!!!
A bimby chama por mim!
Até um dia destes! (desculpem a ausência de comentários nos vossos cantinhos. Deixo-os todos no da Piolha, porque vou sempre lá à procura de me rir às custas dela!:))

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Telegrama

Mãe com muito trabalho.stop
Filho a fazer pontaria às formigas.stop
Lixívia, precisa-se.

sábado, 31 de Outubro de 2009

Mãe que é mãe...

...bate mal longe da sua cria, mas até agradece que a levem quando a casa já está de pernas p'ró ar!
Estava cheiinha de remorsos e a morrer de saudades, quando decido ligar ao pai para ver como o puto está.
" Não quer falar-responde-me este- Disse para ires trabalhar!"
BOA!!! O pior é que eu OUVI!!!
Anda uma mãe a levar nas orelhas de tudo e de todos...a ser chamada de bigoduda e forreta...a não poder ser a gaja que já foi para nada faltar à cria e ele manda-me trabalhar?!
Adenda: para quem não me conhece pessoalmente, EU JURO que não tenho bigode, que cheiro muito bem e que sou o must! Tenho dito!!!!
Adenda2: ainda ninguém percebeu que a vizinhança vai arruinar a minha reputação?! E então, ninguém faz nada?!:)

Estava eu desconsoladinha...

Hoje, o miúdo fez uma berreira tão grande, que me deu um nó no na barriga (ok, eu preciso de continuar a perder peso)...que só visto!
Coitadinho do meu menino!
Há uma imagem de uma menina, dos seus 3/4 aninhos que me vem muitas vezes à memória...vai lá saber-se a razão.
Há cerca de 17 ou 18 anos, estava eu no meu mercedes td XPTO qd páro num semáforo (feurouge, como dizem os meus conterrâneos emigrantes). Então não é que, em vez de me aparecer um gajo BOM e meigo, à boa maneira dos franceses, já que era lá que me encontrava,  me aparece esta menina mesmo à minha frente?
A pobrezinha estava no carro da frente, virada para trás e debruçada naquela coisa que não sei como se chama que está em cima da mala -será o tampo?!(lá vem a Anna72 dizer-me que poderá ser a Amália ou o Eusébio...). A menina chorava num desespero tal, que me apeteceu sair do carro e ir enchê-la de beijos...e maltratar a mãe que estava ao volante, claro (naquela altura, ainda não sabia que não se deve olhar para o que fazem os filhos dos outros e criticar os pais).
Bem...o que é certo é que a menina chorava e estendia-me os bracinhos. Fiquei destroçada!
Hoje, o meu favinho fez-me a mesma coisa, quando o pai arrancou e me viu dirigir para o meu carro.
Juro que julguei ter o caldo entornado para o fds, já que o meu menino só vem amanhã, mas eis que começo a fazer as minhas pesquisas (o meu brinquedo actual é o blogue da Biblioteca da escola, que dinamizo), mando e comento e-mails da lista RBE (rede bibliotecas escolares) e envio, finalmente, as fotos do encontro que demorou 3 anos. Vou ao blogue da Barriguita dizer-lhe que já tinha reenviado tudo e deparo-me com o comentário ATROZ da Lesbiana (é este o nick?!)!
Então não é que a GAJA das Gajas teve a distinta lata de criticar as fotos que mandei!!!
É claro que já lhe disse das boas! É que a GAJA é adepta fervorosa da PIDE e não me deixou em paz, enquanto fazia a minha reportagem fotográfica!
Posto isto e, visto que a vizinhança, aquela que se chama estrela e mais algumas querem experimentar a coisa, digo, a bimby, temos mesmo que combinar um jantar.
Vou ali ver a minha agenda e já volto!

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Por falar em cremes de cu...

...não é que acabo de confundir o halibut com o veet?!
E agora o último não pegou....e ficou uma burrada de todo o tamanho!
E eu que até tenho a sorte de ser daquelas que se podem dar ao luxo de não gastar rios de dinheiro em depilação, lembrei-me de tirar o pouco buço que tinha, porque tenho o cabelo apanhado (está sujo, né?), e eis que me engano no creme!
O pior é que o veet não pegou da mesma forma e agora vou com um bigode à homem que mete medo!
Ora bolas! E eu que ia toda contente com as calças que já não vestia há anos!
E isto vai fazer borbulhas...de CERTEZA! Ora, bolas!
TU és a culpada! Influências negativas da vizinhança!!!!!
Adenda: antes que leve mais nas orelhas, AS BANDAS DE CERA TINHAM TERMINADO! DAAAHHH!

Deitar cedo...


...e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!
- Favinho diabrete a acordar à hora antiga (claro que continua a dormir as suas 10/11 horas, por isso não importa nada pôr a mãe a pé!);
- Manhã a começar, como sempre, com as penitências dos pecados do dia anterior, por isso SEMPRE bem-disposto, meiguinho, mimalho e pedinchão (ora mimos a mais...ora bolachas...ora um brinquedo que anda perdido algures e que é preciso encontrar...e, sempre, a história matinal- melhor parte!:);
- Pedido de hoje: prendas, por isso já "escreveu" a carta ao Pai Natal.
Os pedidos? Huum! Nada de muito exigente:
- um tractor verde a pedais muiiiiiiito grande para brincar na terra;
- um escorrega gigante para o jardim dos avós;
- uma guitarra e um piano, à homem grande!
Para os pais, avós, amigos e família muitas prendas também.
Terminou a carta assim:
" Pai Natal, eu tá bom...eu é bom! Eu sou muito teu amigo. Vou portar-me bem. Não grito mais...não fujo mais...
Beijinhos
P.S: Pai Natal, portei-me mal agora. Desculpa!"
Adenda: Fotos de fim-de-semana em Viseu (daí os dois pedidos maiores)
Adenda1: Huum! Bem vistas as coisas, poderia ter-me pedido uma "máquina gigante"-nome que deu a uma das escavadoras. Estou com sorte, não estou?:)

domingo, 25 de Outubro de 2009

Memórias...mudanças...

Lembram-se deste post?
Num ano tanta coisa mudou!
Naquela altura, sozinha, nesta casa "sem sol"...sem empregada...sem família por perto...com o meu filho ainda fragilizado pelos dois internamentos sucessivos, interrogava-me sobre tudo e sobre todos: os amigos...a família...a minha capacidade de ser mãe solteira.
Em Fevereiro completarei dois anos da minha separação, mas curiosamente o pior período da vida a dois com o meu Gui foi a partir do momento em que mudámos de casa...mais precisamente a partir de Setembro.
Uma amiga dizia-me muitas vezes que não via em mim a energia e alegria que me caracterizavam quando conseguia alcançar um objectivo...e tinha razão.
O apartamento, que inicialmente adorava, passou a ser a minha prisão...o sítio onde me refugiava para me esconder de mim própria...dos meus receios...do abandono que sentia.
Sentia-me sufocar nesta prisão...neste abandono, que eu própria autorizara...e não conseguia  libertar-me.
O sorriso...a fé...a gargalhada pareciam querer abandonar-me e, nos momentos em que o Gui dormia, ou não estava, sentia-me terrivelmente sozinha.
Esta casa pequena, era demasiado grande para mim e o meu filho...e eu não estava habituada a viver desamparada.
Na escola, criei laços que não se dissolverão...como acontece sempre que passo em alguma escola, mas as vivências são diferentes e quando se está sozinha com uma criança, falta a presença masculina nos encontros sociais e sente-se um enorme vazio e, por vezes, a sensação de estar ali a mais. Inevitavelmente, amizades destas acabam por ficar, apenas, na nossa lembrança.
A cozinha passou a ser a única divisão da casa onde me sentia bem, quando o meu filho não estava e as lágrimas caiam quando tentava enfiar uma peça de roupa bonita do armário e ela não cabia...e , quando fazia contas e me apercebia que tinha outras prioridades para além de comprar roupa L ou XL (nem que essas prioridades fossem coisas supérfluas que fizessem o meu filho feliz), voltava à cozinha.
Em Junho, comecei uma dieta...em Setembro voltei a perder o entusiasmo e pu-la de lado. Não recuperei os quilos perdidos, mas não me apetecia continuar a cuidar de mim.
Desta vez, já não era a solidão em que me deixara sucumbir a causadora do regresso à cozinha. Desta vez era a escola...a desilusão da escolha ( a primeira opção)...a distância (50 kms, em vez dos 10 que fazia)...o desconforto pelas atitudes do Director.
Numa conversa com uma amiga, apercebi-me que nada nem ninguém poderia enfraquecer-me.
Pela primeira vez em todos estes anos, senti-me mal...rebaixada...insegura. A noite em claro fez-me perceber que eu estava viva e que merecia viver.
A conversa propositada para me acordar surtira efeito...não por acreditar em tudo o que me fora dito, mas porque sabia que a intenção era só essa...a de me erguer.
Naquele momento, muita coisa já mudara, a partir do momento em que prometera a mim mesma acabar com a solidão que criara...ou que deixara criar.
Hoje, sinto-me revigorada!
A agenda preenchida entre as idas à aldeia...à Caparica, a casa dos meus manos..as visitas constantes dos /aos padrinhos...o restabelecimento da boa relação com os meus sogros...o (re)encontro entre amigos foi o ponto fulcral desta súbita mudança.
A amiga que há um ano atrás me lembrava a perda de entusiasmo quando falava da minha casa...uma grande amiga com quem partilho tudo há cerca de 17 anos, dizia-me este fim-de-semana quando a fui visitar a Viseu que agora, sim, a velha S, voltara!
Foi bom sentir o aconchego do abraço verdadeiro...relembrar os momentos que partilhámos, as 3 (eu, ela e a mana), na casa onde morámos no tempo da faculdade. Foi muito bom ouvir, por elas, mas também por outros, que não contavam comigo ali e que me reconheceram de imediato, que o rosto de menina , o sorriso  inconfundível e o olhar brilhante que me caracterizavam continuavam intactos.
Foi muito bom sentir que a distância...as desilusões...o sofrimento não conseguiram apagar o que há de melhor em mim.
Hoje, já não preciso de me esconder de mim mesma.


terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Mãe que é mãe...


...é boubela!
Para quem me lê pela primeira vez, se é que este cantinho interessa a alguém que não me conhece, ser boubela é ser uma data de coisas: lamechas, sensível, ridícula e até parola. Pois bem...eu sou boubela!
Então não é que hoje o favinho me disse, sem lhe perguntar nada (apesar de boubela, nunca fiz este tipo de perguntas à criança!) o que queria ser quando for grande?!
Fiquei boquiaberta! Onde é que o pirralho ouviu esta expressão? No infantário, ao pé dos meninos grandes, com quem fica ao fim da tarde...certamente.
Boubela como sou, quase explodi de orgulho, mas quando ouvi o que ele tinha a dizer, juro que me deu vontade de abrir as janelas e gritar para o povinho cá da terra a profissão que o favinho escolheu!
" Ó mamã- disse- quando eu for gande vou tabalhar c'um uma escaBadora ( o miúdo é mesmo murcão e fala à Puortense) de lagartas (para quem não sabe o que é...pesquisem) e fazjer (nem diz o Z, nem j...mistura os dois) buracos...muitos buracos! E acrescentou, feliz: " E tu, vais tabalhar comigo, c'um uma máquina de rodas!"
Iupi!!!! Estou radiante! Isto é que é um futuro!!!!
Ainda lhe perguntei se não queria, antes, ser médico (ok, ok...tinha que voltar à boubelice), ao que me responde: "Poscho ser médico, mas também vou tabalhar c'um máquinas de lagartas...e tu com máquinas de rodas!"
Posto isto, digam lá que não tenho razões para me sentir feliz?!
O puto não vai ser um Cristiano Ronaldo...também não vai ser um cirurgião famoso (não estou a ver um médico a fazer buracos...não esse género de buracos!)...e também não vai exercer uma qualquer profissão radical, como jura o primo. Vai ser maquinista...fazer buracos e, note-se, eu também vou alinhar na profissão quando estiver reformada!
Estou tão feliz!!!!!!! 
Ok...ok...não tenho por que me queixar! Pelo menos não me mete num lar...nem vai ser padre!

sábado, 17 de Outubro de 2009

Três (?) anos depois...

...o encontro!
Hoje, passámos uma tarde excelente, na companhia desta menina e desta!
A primeira já faz parte dos móveis da casa...o favinho chama-lhe Titi e o piolhinho chama-me a mim (Huumm...acho que estes nomes deveriam ser trocados, porque o Pêpê é bem mais tranquilo e simpático do que o primo!).
O encontro foi marcado pela primeira vez ainda o Pedrinho não habitava o T1 da Barriguita...julgo!
Elas, as duas princesas, maridos e respectivos herdeiros já se conheciam...nós não.
Resumindo, houve um abraço que me encheu a alma ( o que querem? Eu gosto de abraços!!)...uma conversa menos agradável para elas, porque quase monopolizada por mim (desculpem, amigas...o Diogo ainda não consegue ouvir estas coisas...e eu sou uma cigana a falar!:))... uns miúdos aparentemente indiferentes uns aos outros, mas sempre de olho aberto no que o outro estava a fazer e sempre no mesmo espaço...um bolo divinal, segundo o Diogo "melhor do qu'o teu, mamã!"...um Diogo mal-educado, a pular no sofá e a mexer em tudo...brinquedos...centenas...por toda a parte (a esta hora ainda devem, os nossos anfitriãos, estar de rabo para o ar a arrumar toda aquela desgraça...uma réstea de sol (perdemo-nos...nem os GPS nos salvou!) bem brilhante e quentinho, que deixou as crianças brincarem no grande jardim e desarrumar mais mil e um brinquedos...aliás, o encontro começou por aí...e, finalmente, um anfitrião muito simpático, que irradia serenidade, mas, note-se bem, que nos foi buscar em frente do cemitério (Está bem! Eu sei! Estava lá um mosteiro à beira!:))
E pronto...adorei, mas o que mais gostei, ainda, foi de entrar numa casa onde a paz, o amor e a cumplicidade estão bem visíveis.
Este pequeno grande mundo dá-nos o privilégio de conhecer gente boa!
Obrigada, amigos!

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Injustiças

Não pude deixar de me arrepiar e os olhos encheram-se de lágrimas, quando vi polícias revistarem as mochilas das crianças de Prior Velho!
Nenhuma criança deveria passar por uma situação destas!
Sempre fui muito sensível a todas as causas, mas aquelas que mais mexem comigo são, desde sempre, as crianças e os velhinhos (talvez por ter vivido com os meus avós).
Hoje, mãe, a sensibilidade é ainda maior, porque, inevitavelmente, comparo a vivência do Diogo à de crianças que vivem nestas condições...que andam sempre sujinhas...que passam fome e frio...que presenciam cenas de autêntico horror e que nunca ouviram a palavra "amo-te".
Há pouco, ao visualisar estas imagens, lembrei as folhas, bolotas e pinhas que o Gui recolheu esta semana,  do chão do jardim do prédio e que fez questão de levar para o infantário, contrariando-me, visto que já tinha levado folhas, há uma semana atrás, a pedido da educadora. Lembrei a alegria sentida ao ler, na ficha diária "Olá, papás. Hoje, fizemos a exploração sensorial de elementos característicos do Outono, trazidos por um dos amigos: folhas, bolotas e pinhas", por imaginar  os sorrisos proporcionados ao meu Favinho, ao darem importância a elementos levados apenas por si.
Será que estas crianças têm este tipo de atenção?
Não deveriam todas elas ser tratadas como iguais?:(
Embora saiba que estes "pais" são capazes de tudo, não acho normal que sejam os filhos a sofrer este tipo de humilhação...e também não acho normal que a polícia e os jornalistas não tenham um pingo de sensibilidade, não se inibindo de passar para o lado de cá imagens como estas!

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Estarei a exigir demasiado?

Passo a explicar:
Há pouco, na escola, uma colega de inglês veio dizer-me que tinham acabado de lhe atribuir um apoio a LP, de uma turma minha. Perguntei-lhe se precisava de conhecer as dificuldades dos alunos- quatro-,  apesar de saber que as mesmas já vêm diagnosticadas do ano lectivo anterior, pela professora antiga, que conhecia os alunos melhor do que eu. Quando começava a dar-lhe pistas do trabalho a desenvolver, interrompeu-me, meio assustada, dizendo que não era professora de Português, que nunca tinha trabalhado a disciplina, que não possuía manuais e que não sabia por onde começar.
Depressa me apercebi do pedido implícito: a colega queria que eu lhe preparasse todas as aulas de apoio...o que acabou por ser confirmado, a meio da conversa, quando lhe lembrei que uma aula de Português não é diferente de uma aula de língua estrangeira, uma vez que em ambas se interpretam textos, se trabalha a estrutura da língua (parto do princípio que a minha colega, tal como eu, recorre à lingua materna para explicar a gramática aos alunos) e se desenvolve a expressão escrita.
Repetiu a lengalenga da falta de material de apoio  e, mesmo depois de lhe lembrar que havia na biblioteca e que encontrava imenso online, sobretudo na Escola Virtual- à qual temos acesso gratuitamente-, não conseguia afastar o ar de reprovação e de enjoo, ao constatar que não lhe prepararia as aulas.
Ora bolas! Não tivemos todos português?
Se fosse um colega de educação física, ainda seria "aceitável", mas uma colega de inglês, cuja língua materna é o Português, não acho normal!
Trata-se de um 7º ano, bolas! Não de um nível secundário em que teria que aprofundar conceitos literários e fonéticos!
Acabei por lhe dizer que tinha 7 turmas e que nas 4 de Francês não estava a dar a mesma matéria, pela diferença de conceitos apreendidos, o que me obrigava a registar, escrupulosamente, TODOS os conteúdos dados e a levar, na aula seguinte, fichas de sistematização da matéria dada, uma vez que nunca sei o que vou ensinar naquele dia (Só para terem uma ideia, as 4 turmas só têm repetidos 2 conteúdos. À medida que vou seguindo o livro, há dúvidas gramaticais ou de actos de fala distintas em todas elas). Ainda lhe disse que, para além das turmas, coordenava o PNL, que me dava muito trabalho e dava 4 apoios que, também eu, tinha que preparar.
É claro que me prontifiquei a partilhar material com ela...a dar-lhe orientações, mas daí a preparar-lhe todas as aulas, vai uma longa distância!
Estarei a ser demasiado exigente?

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Adivinhem lá onde estou...

...No lugar mais insólito dos últimos tempos, leia-se 21 anos...numa glassdrive.
Não foi tentativa de roubo...foi apenas esta cabecinha super hiper mega inteligente que esqueceu a chave do carro (do meu ex-marido) na mala... este fechou, como que por magia!
Pois! Confesso que entrei em pânico! Carros com muita electrónica dão nisto. Se fosse o pobre coitado do meu corsa, isto não teria acontecido de certeza.
Deviam ver a cara do Diogo quando viu o avô quebrar o vidro com um martelo!!!
Por momentos, o nervosismo passou e deu lugar a gargalhadas. O pior foi explicar-lhe, no meio dos seus milhentos porquês, a razão da quebra do vidro...a razão de ter deixado a chave na mala do carro...a razão de virmos 150kms aos berros um ao outro pelo vento a bater no plástico!
A meio do caminho, já o Diogo me bombardeava com expressões simpáticas, que põem o ego de qualquer mãe no auge, do género: "fizeste asneiras...portas-te mal...vais p'ó castigo!" Isto repetido 150450 vezes deixa de ter piada!:)
Adiante! Estou, então, comodamente sentada  numa salinha com tv e muito limpinha (valha-me pelo menos isto, já que não terei tempo de voltar a casa para mudar a camisa branca).
O pai do meu filho não se chateeou nem um pouco, mas como foi para Tróia até 5ª tive mesmo que vir resolver o problema.
É estranho andar com o carro dele, não é? Agora imaginem o quão estranho será para as pessoas que me atendem levarem com "o carro é do meu ex-marido!"Lol. A nossa relação é assim, estranha, o que é que se há-de fazer?:)
Este fim-de-semana foi aquela correria que já imaginava: no sábado fomos, os 3, almoçar a casa dos padrinhos e depois ver o espectáculo do Noddy...que ADORÁMOS, para seguirmos, eu o meu favinho,  para a aldeia!
O puto portou-se...bastante mal. Tinha a certeza que, estando ele na 1ª plateia, quereria saltar para o palco...e foi o que fez!
Se na primeira vez até achei alguma graça, nas vezes seguintes já pensava que ia dar um colapso ao pai. O miúdo implicou que teria que abraçar as personagens, que queria andar no carro do Noddy, que queria balões e foi choradeira por várias vezes. No final, houve choro a sério quando se apercebeu do fim da festinha...e não gostou nem um pouco!
O pai tem menos paciência do que eu. Tenho que reconhecer que o puto chateia MESMO, e cada vez mais me convenço que o velho ditado da minha terra "Se quiserem ver um cordeirinho manso, tirem-lhe a mãe!" assenta na perfeição ao Gui.
Os recados de bom comportamento foram constantes durante a semana, por isso há que dar trabalho aos pais no fim-de-semana, certo?
Bem...posto isto, que eu já sabia que iria acontecer e porque este favinho endiabrado precisa de gastar energias, resolvi perguntar ao prof de Karaté do infantário quando é que ele poderia integrar o grupo. Respondeu-me que a idade certa para a frequência da modalidade dependia da maturidade e aceitação das crianças, sendo que algumas entravam a partir dos 3 e outras aos 4, ou até mais tarde.
Resolvemos, na hora, que faria a sua primeira aula experimental. À hora de almoço, lia a seguinte sms da educadora:
" O professor disse que esteve muito bem. No início, esteve um pouco irrequieto, só fazia o que queria, mas o prof deu-lhe a entender como são as regras, impôs disciplina e a partir daí esteve muito bem e gostou muito!" (baba...muita baba, claro!)
Assim, o Favinho mais doce e pestinha da minha vida passará a frequentar as aulinhas de Karaté, 3 meses antes de completar 3 anos e recomeçará a piscina. Está eufórico e já não fala noutra coisa. Acreditam que o puto até se deu ao luxo de criticar um coleguinha que se portou mal o tempo todo?! Deve ter a mania que é bem comportado, o pestinha!:)
E pronto...estas são as novidades dos últimos dias, sobre o meu pequeno grande amor.
Quanto a mim, cá continuo com o meu trabalho, sem ligar a mínima à prepotência do Director...completamente compenetrada nas minhas tarefas e empenhadíssima no meu cargo de coordenadora do PNL e na ajuda que dou à colega bibliotecária, que agradece e reconhece, até mesmo em pedagógico, o apoio prestado (dada a sua pouca aptência para as novas tecnologias e o facto de ser muito trabalho para uma só pessoa). Sou eu que faço os cartazes mais emblemáticos, que divulgo na RBE (rede de bibliotecas escolares) os nossos programas e interajo com os colegas da rede, e também sou eu que dinamizarei o blog da biblioteca, que se encontra em standby.
Esta questão do PNL e das aulas, que é o que me agrada na escola onde estou, faz-me atrasar alguns projectos, nomedamente a questão da dieta que foi por água abaixo pelo stress causado, a decoração do quartinho da menina da madrinha do Gui e eu própria.
Estou naquela fase em que preciso de olhar para mim e gostar do que vejo...mas nem sempre consigo.
O facto de viver sozinha com o Gui não ajuda grande coisa. Ele acha-me (como qualquer criança nesta idade) o máximo...a mais linda do mundo e enche-me de beijos e miminhos que recusa a todos, nestes últimos tempos.
Como dizia à Aninha há pouco, está numa mãezite aguda assustadora, porque não há ninguém mais perfeito do que eu e está sempre agarrado às minhas pernas a pedir mimo.
É claro que eu adoro estes pedidos e que não me aborrece nem um pouco deixar o que estou a fazer para pegar nele ao colo e enchê-lo de beijinhos, mas às vezes...por vezes... sinto necessidade de uns braços protectores maiores.
Depois, caio em mim e apercebo-me das minhas prioridades...do que não conseguiria abdicar...dos meus medos, levando os meus pensamentos para bem longe, porque quero continuar a ser feliz.
Ui...já escrevi tanto! E parece tudo com tão pouco nexo!Lol
Vou parar por aqui!
Bem hajam por tudo! Gosto muito de vós!


sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Sorriso de...

...orelha a orelha!
O motivo?Isto!
A esperança que alguma coisa mude no ensino...a esperança, ainda que muito frágil,  de um novo concurso...a esperança de voltar a sentir-me bem na escola, para além da Biblioteca ou sala de aula, onde passo todo o meu tempo...a esperança de entrar na escola e de sentir uma escola...
Há esperança, mas os pés mantêm-se bem assentes na terra...preparadíssima para cumprir o meu "mandato"...se tiver que ser.
Ontem, o meu coordenador do grupo disciplinar de Francês dizia-me que temos que mostrar a todos, leia-se direcção e outros membros negativamente influentes, que ninguém nos conseguirá roubar o nosso brio profissional. Brio, não me faltará, certamente, mas que eu ADORAVA poder dar uma bofetada na cara ao director se houvesse novos concursos, lá isso adorava! Como eu gostaria de ter a oportunidade de lhe mostrar o que perdeu!
O dia está lindo, não acham?:)
P.S: E não é que o pestinha continua a trazer recados de bom comportamento?! Isto vai passar, eu sei...e passa já amanhã, com  a saída a 3, o almoço em casa dos padrinhos e a ida à festinha do Noddy, bem na primeira fila (já estou a ver o puto a querer saltar para o palco)...e, depois, o salto para Trás-os-Montes...a 2: "temos" que ir votar!:)
Bom fim-de-semana a todos os que me visitam, sobretudo a todos/as os que estão no meu coração!;)
P.S: Amiga, não esqueci o post da Bimby!:)

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

"Quero, posso e mando"...

...é o lema do meu chefe!
Não suporto o tipo...nem mesmo quando decide ser simpático!
Na verdade, não suporto gente que muda de atitude como quem muda de camisa...para não dizer outra coisa. Na minha vida pessoal, uma pessoa assim é automaticamente erradicada!
No início do ano "presenteou-me" com 7 turmas e 3 níveis: 5 de Francês, 1 de Francês e Língua Portuguesa e outra de Língua Portuguesa, apenas. Acabei por lhe dizer que seria desgastante leccionar Francês a todas as turmas de 8ºano, dadas as dificuldades dos alunos (à excepção de uma turma, as restantes 5 tiveram, no ano lectivo transacto, 3 professoras durante o ano, levando ao incumprimento do programa-os alunos estão ao nível do 1º período, ou nem tanto, de um 7º ano de iniciação- a uma desmotivação e apatia que só se encontram nos maus alunos ou naqueles que não gostam de nada na disciplina).
Disse-lhe, ainda, que a componente lectiva semanal de 90mn não era, sequer, suficiente para oitavos anos cujo programa tivesse sido cumprido.
À sua maneira arrogante, respondeu, já alterado (nem sei bem qual dos dois estaria mais alterado) que não conhecia nenhuma escola onde o Francês de 8º ano usufruísse de 90+45 mn semanais(é claro que lhe respondi que isso se verificava em TODAS as escolas por onde tinha passado nos 15 anos de carreira...e já lá vão, com o colégio, 15 (só repeti uma escola...8 anos depois de lá ter estado a primeira vez).
Fez questão de frisar que eu também era professora de Francês e que precisavam de mim para leccionar Francês. Respondi-lhe que não vinha pedir que me fosse retirado o Francês, porque era a minha língua mãe e porque me sentiria amputada se não leccionasse as duas línguas.
No meio da conversa/discussão, lembrei-lhe que era a primeira da lista e que não achava justo não notar, da sua parte, qualquer receptividade ao meu apelo.
Não gostou, claro, até porque o despotismo com que encara o cargo de director não se compadece com parvoíces destas...mas acabou por alterar qualquer coisa no horário, atribuindo-me 4 em vez das 6 turmas iniciais a Francês e 3 turmas de L.P. Passei, então, a leccionar 2 níveis...a coadjuvar um 6º ano, para apoiar um menino autista...a coordenar o Plano Nacional de Leitura do 3º Ciclo e a dinamizar o Clube de Francês.
Qual não é o meu espanto quando, hoje, chego à escola e me mudam as regras do jogo!
O novo horário retirava-me a codocência, o que é extraordinário para o aluno que grita com quem não conhece e que já estabeleceu laços comigo...as horas do Clube, onde já despendi horas para a sua dinamização, com contactos estabelecidos com a Embaixada em Paris, bem como com a tentativa de encontrar antigos professores da faculdade onde andei, em Aix-en-Provence, no sentido de promover intercâmbios...e atribuía-me 3 turmas para Apoio a Língua Portuguesa.
Preocupada porque teria, nas minhas horas do clube, alunos já inscritos, dirigi-me à direcção e perguntei, com cautela, para não entrar novamente em choque (até porque os ânimos já andavam calmos), como ficariam estes alunos.
Enquanto lia qualquer coisa e me "dava ordem" para falar, coisa de gente bem-educada, eu lá ia falando para o boneco. A resposta, sempre de olhos postos no que estava a fazer, foi curta e grossa, dizendo-me, o tipo, que o Francês não interessa, porque a prioridade é a Língua Portuguesa (e a matemática, claro). Lembrou-me que eu também era professora de Português. Estou doida ou o fulano não percebeu nadinha da minha conversa inicial, quando lhe pedi que equilibrasse o meu horário, independentemente do número de turmas e níveis, permitindo-me leccionar as duas línguas por igual?!
O olhar só se cruzou com o meu quando lhe lembrei que não havia milagres para ajudar os alunos e que os pais certamente cobrariam por isso... Respondeu que não interessava.
Ao que parece, deixei de ser necessária para levar as turmas de Francês a bom porto...e a "preocupação" inicial não era mais do que tentar tapar o sol com a peneira!
Deveriam ver o rosto das 7 alunas que se inscreveram no Clube e que já traziam a autorização do E.E, porque era a professora da disciplina que lá estava! Tive pena delas!
Enfim...como diz um colega e muito bem, mais do que despotismo, o que caracteriza muita gente é o "filhadapu..vismo". Confesso que nunca tinha ouvido esta expressão, mas lá que lhe assenta como uma luva, isso assenta! É o que dá a concentração do poder!
E eu que vou gramar com isto 4 anos!!!
Valha-me, pelo menos, o valor que tenho no PNL para alunos e colegas e o saber que apesar de estar furiosa, os meus alunos não pagarão por isso!
Adenda ao post anterior: ontem, a pestinha trouxe um recado de BOM COMPORTAMENTO!!!;)
Adenda a este post: alterei o termo feio, com a ajuda do comentário de uma amiga que repetiu a palavra, unindo-a por dois pontinhos:)) Assim, fica mais soft e tem mais a ver comigo...na escrita, porque a verbalizar, de vez em quando vão saindo uns quantos disparates!;)


domingo, 4 de Outubro de 2009

Acho que nunca me senti tão má mãe como hoje. O Diogo testou todos os meus limites...só me apetece chorar!
Vê-lo deitado, tão indefeso, depois de lhe ter dado mais palmadas em dois dias do que num mês ou mais, faz-me sentir muito mal.
Apesar de saber que lhe faz bem ver os primos no ambiente deles...de adorar levá-lo a ver coisas que não vê no Norte...de me fazer bem estar em família, sinto que não devia ter vindo.
Habituei/ámos o Diogo a uma tranquilidade em casa, que só connosco vive. Fica doido quando está na presença de gente que ama!
A excitação aliada a uma boa dose de sono,-mais um hábito que lhe incutimos (o sono dele é sagrado, nem que tenhamos que chegar ao fim da tarde a festas e reuniões de família, aspecto criticado por uns e enaltecido por outros), revelaram-se, nestes dois dias, os piores inimigos de sempre.
A minha paciência cai por terra quando estou na presença de familiares e o Diogo não obedece...porque quer brincar com um brinquedo que a prima quer no momento...porque não lhe apetece comer...porque corre e foge e se mete nos becos mais perigosos...porque entra num local onde há uma ordem de visita e quer andar para trás e para a frente, como no Oceanário, por exemplo...porque se farta de chorar quando raramente o faz...
Hoje é, decididamente, um mau dia e sinto-me a pior de todas as mães.
E eu que costumo dizer que preciso de um livro de reclamações onde me queixar do puto, sinto que hoje é ele que deverá queixar-se de mim!
Ora bolas!

domingo, 27 de Setembro de 2009

No meu tempo...

Na Mesa de votos para a Assembleia da República:
Conversava com antigas colegas da Mesa do tempo em que éramos jovens beneméritas, cuja única gratificação que desejávamos enquanto elementos da Mesa era a "importância" que os anciãos da aldeia nos davam...sobretudo os que não sabiam ler.
Já a conversa ia longa, quando concluímos o quão benéfico seria voltarem esses tempos em que nada se recebia para ali estarmos...ao contrário de hoje.
De repente, chega o meu Gui com os avós e diz:
-Ó mamã, então? Já ganaste o dineiro?! Onde tá?
Como se diz por cá, na minha terra, "borrou a escrita toda!" Que bela vergonha fez a mãe passar e que grande aldrabona ela é!!!:)
De regresso à civilização amanhã pela fresquinha, porque apesar da mamã já não ser benemérita nestas andanças, há que o ser na escola, onde estaria dispensada...afinal tenho que deixar boa impressão algures...longe daqui!Lol!

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Consulta

- Gui óptimo...pesado, mas não gorducho (15.100kg) e alto (99cms...grande dificuldade para o medir, por isso não há certezas...o que também não interessa muito:));
- aos "porquês" constrangedores, a pediatra aconselha respostas curtas (seria fácil, se a seguir à primeira resposta ele não repetisse o "puquê");
- às birras, recomenda paciência, na rua, por causa do olhar dos terceiros (aspecto que deixa de me preocupar, no momento em que o Favinho pestinha me tira do sério) e firmeza em casa. A táctica mais eficaz, segunda a mesma, é colocá-lo de castigo contra a parede (onde é que eu já vi isto?:)) e obrigá-lo a ficar encostado 2,5mn- 1mn por cada ano de vida;
Como se mexeria, aconselha, ainda, a estar ao lado /atrás-nos primeiros tempos- para o obrigar a cumprir o castigo...sem NUNCA falar com ele. Após o castigo, deverei deixá-lo acalmar, até estar apto para conversar e perceber o que fez (isto eu já fazia). Aconselha, ainda, sempre que se mandar ao chão (felizmente não o faz muitas vezes), ignorá-lo, como fiz na sala de espera antes da consulta começar e que ela presenciou, sem esquecer de verificar se o local em que se encontra apresenta algum perigo. Em suma, na sua opinião, este é, de facto, o ano terrível para a maioria das crianças, por isso não há outra hipótese para além da determinação dos educadores, sob o risco de ser um adolescente insuportável e de bater nos próprios pais;
- Incluído no Grupo de Risco da Gripe A, pelos problemas respiratórios que já teve, deverei estar ainda mais atenta aos sintomas de gripe. Febre e mais 2 sintomas são sinónimo, no seu caso, de ligação imediata para o seu telemóvel e, quase de certeza, uma ida ao S.João ...mesmo que um dos sintomas seja, apenas, ranhoca;
Como prevenção da gripe sazonal, duas vacinas, em intervalos de um mês...mesmo não tendo tido gripe o ano passado; ter em casa as bombas, o celestone, o zyrtec e o maxilase (nunca faltam, mesmo quando vou de fim-de-semana);
- Tal como eu, a pediatra é de opinião que não devo entrar em pânico e que também o não devemos privar das actividades a que já está habituado (maior foco de contágio é em casa , por parte da mamã, que é professora...), das idas a espectáculos e, até, da piscina, porque vai acompanhado por mim. Sobre esta última, deu-me uma declaração para desistir até Março, caso sinta que poderá trazer de lá alguma constipação ou possíveis otites;
- O infantário, contrariamente ao que a Directora previa, não pôs os meninos de máscara e, para além do plano de contingência que todos os estabelecimentos têm, não prevê impedir os alunos de frequentarem actividades extra-curriculares, nem visitas de estudo;
Em suma, saímos (eu e a minha "sogra") da consulta tranquilas, sem quaisquer problemas de consciência.
É claro que vou ter mais cuidados...é claro que trago no saco um desinfectante líquido e toalhetes no troley do Gui...é claro que a próxima viagem a Lisboa (daqui a 15 dias), não será de comboio, como planeado, mas de carro...e também é claro que vou pedir ao meu pai para ter cuidados redobrados no café, porque o Sr. Gui, que nunca viu a mamã tomar café, adora ir às chávenas dos conhecidos/amigos;
A Gripe A é uma estirpe de gripe...mais contagiosa, mas gripe... e eu sou mãe e continuarei a estar atenta aos sintomas do meu menino!:)
Não há-de ser nada, se Deus quiser!
Até um dia destes!
Adenda: Daqui a menos de 4 meses completa 3 aninhos!!! É claro que já há tema para a festa, não fosse o pirralho doido por tractores e escavadoras. O Bob foi, aliás, a personagem escolhida para o seu troley, bem como para a capa que fiz para a sua caderneta escolar que, à semelhança do ano anterior, foi personalizada pela mamã, com a ajuda mágica do photoshop...não fosse eu a boubelita que todas conhecem:)

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Ainda estamos por cá

Olá a todas!
Ainda não tive coragem de me desfazer deste cantinho, apesar de continuar a sentir que algumas pessoas não merecem ler-me e de me sentir incomodada com a hipocrisia e o feedback despropositado a muito do que escrevo.

A verdade é que continuo a precisar de escrever. Acho que, se pudesse, até nas próprias paredes da casa escrevia.:) Estamos bem...graças a Deus.
Ambos com saúde (para já)...o pirralhito a crescer... a fazer birras, porque quer levar um patinho/pintainho/coelhinho para a cama ou um rato que encontre na horta, mesmo que este já esteja mais para lá do que para cá, ou, até, uma formiga, que entretanto acaba por sucumbir às suas brincadeiras... e por todos os motivos e mais alguns (lá terei que engolir na próxima 5ª feira o que disse à pediatra quando me alertou que chegaria o seu momento de fazer birras vergonhosas:))... a fazer mil e uma asneiras, que me tiram do sério e me obrigam a dar-lhe palmadas e a castigá-lo...a "desenhar" o papá e a mamã, juntos, sempre que as saudades do papá apertam...a recusar-se sair da cama da mamã, porque a dele é muito pequenina e era a " a cama do Diogo, quando era pequenino" (palavras dele- relembro que o quartinho foi mudado há um ano)...a descobrir, com aquela avidez que o caracteriza, TUDO, à sua volta, desde os espantalhos que os avós colocam nas hortas, até tudo o que eles sementam...a exercitar-se cada vez mais (nos mergulhos em piscinas/rio...na bicicleta, que faz voar, tal é a velocidade...na trotinette que era do primo e na qual adora fazer cavalinho... no skate que é "para meninos grandes, como ele!" e até a pisar uvas, para fazer o "seu" primeiro vinho e que o avô babado tenciona guardar para o seu casamento(?))...
Haveria tanto para dizer!
Está, neste momento, com 2 anos e 8 meses, mas os 2 anos e meio marcaram, na minha opinião, 3 fases importantes: o desfralde, o desmame da chucha e o início dos "porquês".
O desfralde, que eu julgava ter que adiar até à sua fase adulta, foi facílimo. Pus de lado a primeira tentativa de desfralde, em Maio (julgo) e recomecei na época balnear...com sucesso em escassos dias. " A Caolina já não é minha namoada poque facho chichi na cueca!- dizia quando se descuidava. Abençoada Carolina!!!
Os porquês (não as interrogações que já fazia, do género:" quem é este?"; " O que é isto?", etc), começaram no mesmo mês, quando, ao me ver pintar as unhas, perguntou " Tás a pintar as unhas, mamã...Puquê? (a fase do mamã voltou...não me perguntem a razão.Há semanas que não oiço a palavra "mãe"). Lá lhe respondi que era para ficar mais bonita. (Para já ainda não me sabe dizer "Então, porque não ficas?"Lol)
Desde esse momento, os porquês são uma constante...por tudo e por nada, o que me traz, por vezes, alguns constrangimentos, sobretudo quando insiste em querer saber porque tem uma pilinha e eu/ as avós/ prima/meninas não; quando me pergunta por que razão o pai não vem jantar ou quando me pergunta por que não tem manos.
O largar da chupeta foi, de todas as conquistas, a que mais me surpreendeu.
À semelhança do que fizera, aos 8 meses, com a mama, largou a chupeta na hora sem choros...sem birras, no dia em que a educadora me disse que dormira 3 horas sem a amiga (perdera a que estava no infantário e eu não lhe mandei mais nenhuma).
Nesse mesmo dia, mal chegou a casa, foi direitinho ao local habitual e matou as saudades. Quando a largou e a voltou a procurar (entretanto, já todas as outras tinham "desaparecido"), disse-lhe que os memés a tinham levado para os seus bebés. Foi remédio santo!
De facto, quando menos esperamos, somos surpreendidos. Apegadíssimo como era à sua enorme colecção de chupetas (chegava a trazer nas duas mãos e na boca), sempre pensei que mais do que chorar, gritaria o tempo todo.
Eu não disse que estaria aqui horas a escrever?:)
Adiante!
Como disse, estamos bem. Quer eu, quer o pai ou os avós continuamos a proporcionar-lhe as mesmas brincadeiras de sempre (já temos comprados 3 bilhetes para o Noddy), completamente à parte do pânico que se está a gerar sobre a gripe A.
Há 15 dias fomos ao Parque aquático...depois ao Sealife...e também não nos coibimos de ir com ele para centros comerciais ou parques infantis.
Por vezes, questionamo-nos se estamos a ser sensatos...mas seria sensatez tirar "vida" ao meu filho nesta fase em que ele tanto precisa dela?
É claro que apesar da nossa "insensatez", questionarei a pediatra sobre este assunto na consulta de 5ª feira, até porque preciso da sua autorização para ele regressar à piscina.
Quanto a mim, este ano lectivo e os próximos 3 vão ser uma mudança radical a nível profissional.
Desta vez a minha escola encontra-se a 20/25 minutos do infantário...a 25 kms de casa, por opção própria, de que já me arrependi milhentas vezes e outras tantas não!Lol
Este ano lectivo leccionarei Língua Portuguesa a 3 turmas de 7º ano, para dar continuidade; Francês a 4 turmas de 8º ano; dinamizarei o Clube de Francês, que está um tanto ou quanto esquecido e ainda exercerei o cargo de Coordenadora do Plano Nacional de Leitura de 3º Ciclo ( um desafio, uma grande responsabilidade, mas algo que me encanta).
O meu horário é de tarde, com excepção da 4ª em que é misto e da 5ª, o meu dia livre.
O meu favinho passará, por isso, a entrar a meio da manhã, para não perder as actividades, e a sair mais tarde, sempre que o pai o não puder ir buscar a meio da tarde.
Apesar de ausente 1 mês e meio da escolinha, o regresso foi tranquilo, afinal a adaptação já estava feita (esta foi, aliás, uma das razões que me levou a optar por uma escola mais distante, que me trará o dobro do trabalho, mas mais gratificação, sobretudo a nível pessoal, porque se trata de uma escola TEIP, uma escola prioritária, na qual os meninos são muito carenciados, a todos os níveis. Mais um desafio, portanto...e eu gosto de desafios!)
Como ajudante, comprei a Bimby...a melhor ajudante que poderia ter e, como sempre, procuro não deixar tarefas em atraso, para poder mimar o meu filhote, que me diz, a toda a hora " O Diogo é muito feliz!"; " És muito linda, mamã...és a mamã mais linda do mundo!"; " Eu gosto muito de ti/ amo-te/ je t'aime beaucoup, maman!"...Haverá palavras melhores?:)
Bem hajam por tudo!
Até um dia destes!

domingo, 12 de Julho de 2009

Até já!

Hoje acordei e senti que este cantinho já não tem razões de existir.
Começou por ser um prolongamento de mim...hoje, é um prolongamento do Gui e alguma repetição do que escrevo no seu diário...só meu.
A escrita faz parte de mim...fará sempre. É o meu porto de abrigo...
Encerro mais uma página da minha vida...mas continuarei por aqui...a ler-vos...a inventar novos projectos...a ir cada vez mais longe, neste mundo que tanto me fascina.
O meu muito obrigada por tudo...de coração...a vós, que tantas vezes partilhastes momentos felizes ou menos felizes...a todas as que, há muito, ultrapassaram este pequeno grande mundo...a todas /os as/ os que me querem bem e, sobretudo, aos meus avós, que fizeram de mim aquilo que eu sou, que me/nos protegem a toda a hora e que farão sempre parte de mim.
Para eles...mas para vós também, deixo um dos temas que mais que comove, banda sonora de um dos filmes que mais me comove, também...porque tudo tem um princípio e um fim...mas a esperança, essa, e a fé, continuam intactas.
Bam hajam por tudo!



segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Olá!!!!!

Tanto tempo sem aqui vir!!!!
O ano lectivo terminou...em paz...mas, com a acção de formação em curso, ainda há muito trabalho de casa para fazer.
Esta semana concluo o trabalho e depois é só apresentar na última sessão, que será no dia 16. No dia 13 recomeçarão os exames nacionais...haverá, por isso, mais algumas vigilâncias...nada que atrapalhe.:)
Estamos bem...muito bem! Serenos... felizes...a viver intensamente cada minutinho.
O Favinho já começou a contagem decrescente para os 3 aninhos...O tempo voa!
Daqui a menos de seis meses, terei um pimpolho, certamente, ainda mais reguila...a dar mais trabalho...mas ainda mais lindo e mais especial.
Para quem é mamã de meninos desta idade...ou tem alguns no seu núcleo familiar ou de amigos, sabe bem o quão difícil é descrever uma criança nesta fase.
Isto por aqui tem andado desactualizado, mas o diário do meu Favinho está mais actual do que nunca.
A linguagem, há muito que deixou de ser motivo de escrita...porque é completamente impossível registar o que diz uma criança nesta fase...sobretudo ele, que começou a falar tão cedo.
Por vezes, quando há alguma expressão mais engraçada (está na fase da negação e a teimosia cresce a olhos vistos), lá vai ela direitinha para o diário, mas como dizia uma amiga há uns tempos atrás, a propósito do seu filhote, os progressos linguísticos são tantos, que só um gravador ou uma câmara permanente os conseguiria registar.
Teimoso e senhor do seu nariz, continua, no entanto, numa mãezite aguda surpreendente. ..mesmo quando estamos com o pai, que adora e com o qual convive tanto.
Cá em casa, é o meu Favinho de Mel...sempre colado a mim...aos beijinhos e abraços.
Sou o seu porto de abrigo...e a sua companheira de brincadeiras.
Lá fora, persistem as correrias...a avidez de descobrir...as dores de cabeça da mamã, do papá e dos avós.
Como dizia, vive tão intensamente cada segundinho seu, como se fosse o último...e eu habituei-me a seguir esta filosofia de vida.
O avô paterno já diz que gostaria que crescesse depressa, para perder alguma energia.:) A mim, cansa-me, é certo, sobretudo no exterior... mas como eu gostaria que o tempo abrandasse!
Continua apaixonado por tudo o que tenha duas ou mais rodas...sobretudo tractores, motos e escavadoras. A bicicleta já ultrapassou os limites do jardim e do parque, para se aventurar pelas ruas que circundam o apartamento dos avós.
Na piscina, que iniciámos há dois meses (adiada desde os 7 meses, a conselho da pediatra, pela frequência das otites), é destemido...como se a frequentasse desde sempre.
A primeira aula foi inesquecível: para ele, que adora água, era uma banheira imensa, cheia de gente. A expressão fez-me lembrar a dos meus avós, quando viram o mar pela primeira vez...ou o Santuário de Fátima.:), o que me fez constatar que aquele era o momento certo para iniciar a "natação".
Ontem, assistimos à festa de final de ano da escolinha dele. Não havia comes e bebes, nem insufláveis, mas havia um espectáculo para não mais esquecer.
O tema era " A magia de Walt Disney", sendo a festinha apresentada e interpretada, na íntegra, por crianças vestidas a rigor (pato donald...pateta, etc).
O espectáculo, com cerca de mil espectadores (na exponor), fez delirar miúdos e graúdos, não só pela presença do Mickey e da Minnie (em ponto grande), mas pelas actuações das crianças.
O meu Favinho apareceu logo no segundo filme de animação (nome dado a cada actuação)-Branca de Neve e os Sete anões , vestido de anãozinho, como todos os seus coleguinhas de sala; na escolinha da música e no final...juntamente com todos os elementos do infantário, ao fim de quase 2.30 de espectáculo.
Foi lindo...comovente. Julgo que o teria sido mesmo que o Gui não fizesse parte do elenco.
Com dois anos e meio, já nada lhe passa despercebido e é com enorme orgulho que "liga" aos avós maternos e lhes conta as suas aventuras com o Ruca, o Bob e o Palhaço...com o Mickey e a Minnie...e lhes diz que não tem medo deles e que tirou "fotofias" com eles.:), lhes relata episódios dos passeios que faz com os avós e o papá...ou com a mamã...dos convívios/comemorações a que assiste.
Hoje começou a época balnear e eu já estou ansiosa para o ouvir contar as suas aventuras...aquelas que conseguir contar.
Estaria horas aqui!Lol!...mas tenho que trabalhar!
Como vêem, continuo a mamã boubelita de sempre (ou talvez mais)...super orgulhosa da sua prole.... completamente iluminada!
Um beijinho muito grande e até breve!
Bem hajam por tudo!


sábado, 23 de Maio de 2009

Um até já!

Ficaremos temporariamente longe deste cantinho.
O motivo é "um só": muitos backups para fazer...formação de 50 horas em curso...final do ano a aproximar-se...tentativa de evitar repetições e lamechices que não agradarão, certamente, a toda a gente (apesar de ter restringido a leitura do blog)...e muitos mimos para partilhar, em família e com os amigos.
Estamos bem. O Gui com saúde (nada de ites, febre ou infecção urinária)...e eu também...portanto, felizes!:)
Até já!

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Cleópatra!

- Mãe, o Chinhor IoRo feje ajneias!...Exagero dele, certamente, não acham?!:)

No meio da confusão, cheia de pressa para sair para chegar ao laboratório a tempo de lhe fazerem a colheita à urina , ainda tive que retirar a maquilhagem ao CHINHOR IORO, como agora se auto-denomina. Convém registar que o rímel era à prova de água...mas isto ele não sabia, claro! Ainda bem que não encontrou uma gilete!
Está há 3 dias com febre que vai e vem. Descartadas as ITES, a pediatra achou por bem mandar despistar a urina, não vá a pielectasia ter voltado. Não me parece. Se tivesse infecção urinária, não andaria tão bem disposto e teria temperatura constante e bem mais alta...julgo. A pediatra preocupa-se...e ainda bem... mas, cá para mim ,a temperatura oscilante é efeito dos molares. A dentição está completa, porém dois dos últimos molares ainda não têm as "agulhinhas" todas de fora.
Adiante!
O Chinhor IoRo põe-me os cabelos em pé, mas as saídas engraçadas que tem (de crianças de 3 anos, segundo a opinião da pediatra-baba da mamã, claro!), lá me vão fortalecendo, para esquecer os maus momentos das palmadas.
Detesto castigá-lo. Dar-lhe palmadas, então, é um suplício, mas o miúdo exagera!
A manhã de hoje foi passada entre o laboratório e a escola da mamã, onde fez sucesso, como sempre (mais baba) porque o Chinhor se recusava a fazer chichi. Apertava as pernas e dizia que não iria fazer no CHACO (saco)...e não fez! Só conseguimos um niquinho de urina quando acedi a que fizesse chichi de pé...como o pai. É claro que ainda não se calou, envaidecido por ter feito chichi à homem!
O puto tem resposta para tudo! Tem uma língua afiadíssima, juro! Eu também tinha, mas já media mais do que um metro!!!
Meia volta, quando lhe ralhava no laboratório ou na escola, ou quando o ameaçava com uma palmada, dizia-me " Páda, Chinhora mamã!O Chinhor IoRo está uente! Não pode levar palmadas!"
Há pouco, quando chegámos a casa, saiu-se com esta: "Tu gotas do Chinhor papá, mamã, gotas?!". "Gosto, filho."-respondi!... Não tarda está a querer juntar-nos!
É incrível como as crianças são cada vez mais precoces.

terça-feira, 19 de Maio de 2009

O que leva um jovem de 21 anos a suicidar-se?...

...era a questão que colocávamos ao fim da manhã.
Contrariamente ao habitual, numa escola tão grande, quando cheguei o ambiente era pesado...de dor. A notícia corria de boca em boca: o filho de uma colega (directora de turma do meu 11º) suicidara-se, ontem, com um tiro na cabeça.
Estou, desde então, petrificada!
O "miúdo", estudante finalista de fisioterapia, não apresentava, ao que parece, indícios que fizessem adivinhar o pior. Ao que parece, também, tinha acabado uma relação pouco tempo antes. Eu sabia, apenas, o que dizia a colega: era o mais novo de 3 irmãos, muito alegre e prestativo, adorava os pais e os irmãos. Era o Menino Jesus de todos.
Ao deparar-me com uma realidade destas, agora que sou mãe, não pude deixar de ouvir ainda mais atentamente os colegas mais velhos, sobretudo aqueles que diziam que os jovens de hoje não estão preparados para enfrentar as adversidades da vida, porque foram habituados a ter tudo. Quando o NÃO os cruza, diziam, não o aceitam de ânimo leve, acabando, alguns, por ter um final assim. Outros lembravam que os suicídios na adolescência/juventude também acontecem quando os jovens/adolescentes não têm "nada", porque se comparam aos que"tudo" têm e acabam por ficar infelizes...perdidos.
Será que o segredo está no meio termo? E o que é o meio termo? Para os pais, certamente, um conceito diferente daquele que os filhos terão...ou não?
Quando penso nestes pais...nesta mãe, que tantas noites deve ter passado em claro a embalar este "menino"...a mimá-lo...a ler-lhe histórias e a cantar-lhe canções...a amparar-lhe as quedas...os medos...a ensiná-lo a crescer, à sua maneira, fico ainda mais consternada.
Não imagino, sequer, a dor que sente...não me imagino a senti-la.
Diz-se que não se morre de amor...e, por amor? Eu morreria, certamente!
Nenhuma mãe...nenhum pai... deveria viver uma situação assim!
Adenda: a arma era do pai.

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Quem diria, ao olhar para 3 destas 4 imagens, que há quase um ano atrás não achou nenhuma piada à terra que lhe aparou um "acidente"?:)

De há uns tempos para cá, ela serve para tudo: para cultivar, com a ajuda da enxada que "rouba" aos avós...para fazer castelos...para mergulhar...e até para fazer de disco voador!
A areia faria menos estragos! É que a terra, misturada com as cerejas, faz uma mistura tão explosiva, nas mãos e nas roupas, que nem um banho demorado solucciona!
Bendito aquele que inventou a lixívia de cor!...Pena não a poder usar nas mãos!:)
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sábado, 16 de Maio de 2009

A nossa casa

Hoje, em conversa com os meus pais, lembrei-me que dentro de uns dias faz um ano que escrevi isto.
Há um ano atrás, quase desesperava por não conseguir encontrar um apartamento de jeito...dentro das minhas possibilidades. Dali a dias encontrava aquela que julgava ser" a casa dos meus sonhos".
Em Agosto completaremos um ano da nossa mudança...uma mudança que me fez crescer....que me ensinou a dar valor ao que realmente tem valor...que me fez encarar a vida com outros olhos.
Hoje, revivi um pouco de alguns momentos que já passámos nesta casa: as doenças...as decepções...as lágrimas e a solidão... mas também o amor e a alegria.
A casa (afinal, sem sol) cujo cheiro me fazia lembrar a minha infância, tornara-se estranha, porque abandonada...ela e nós...
Com os internamentos do Gui...a falta de sol...as contas de gás (gás de cisterna que me levou mais de 500€ nos meses frios)... a solidão que sentia acentuava-se ainda mais.
Nos dias amenos, ainda durante o Inverno, íamos para o jardim...respirar e brincar...mas até ali sentia que faltava companhia.
Depois, veio o Natal...o aniversário do Gui... e a casa encheu-se, novamente, de gente.
A relação que estabelecemos com os vizinhos da frente...a chegada do bom tempo, que nos permite viver a varanda e ainda mais o jardim e o campo de tennis...o sol que, timidamente, espreita na varanda da sala...o conforto de estar numa casa fresca naqueles dias de calor insuportável...o cheiro intenso dos pinheiros e dos eucaliptos naquele silêncio entrecortado pelos passarinhos, grilos, ou pelos amigos do Gui: os mémés e as "chivinhas" (os mais recentes habitantes do campo que vemos da nossa casa e que o Gui quase pode tocar do jardim- 3 alegres cabritinhos), começaram a apagar da minha mente o pensamento, há muito criado, de ter cometido um erro ao comprar esta casa.
Não...não é a casa dos meus sonhos...mas com essa eu já não posso sonhar!
Se tivesse sol...
Um dia...quem sabe, um dia...possamos, finalmente, estar numa casa com sol...mais perto de tudo...menos sós. Só alguém na mesma circunstância que nós poderá perceber esta solidão de que falo!:)
Adenda: Ao reler-me até parece que estou triste! Nada disso! Estou óptima...nem poderia ser de outra maneira! Foram as conversas com os meus pais que me trouxeram memórias.
Amanhã é outro dia e há que recuperar fôlego para correr atrás do Gui quando ele fizer asneiras enquanto comemos/colhemos cerejas!
Bem hajam por tudo!


quinta-feira, 14 de Maio de 2009

O "malvado" do desfralde!

Estão no estendal 5 pares de cuecas! 1, que sujou com chichi no infantário (das 8.20 às 16.30) e as restantes em 3 horas cá em casa! Ora bolas!
Em Setembro comecei a criar-lhe a rotina de ir ao pote, de manhã, depois de beber o leite e à noite, depois de jantar.
Rapidamente se habituou e comecei a levá-lo depois do almoço e quando pedia (achava imensa piada ao pote-perfeitamente vulgar- e ao redutor da sanita, porque se sentia grande).
Agora, decidimos começar, porque também no infantário pedia para ir à sanita.
Estava ansiosa, claro, mas nunca pensei que o processo fosse tão difícil!
Começámos há precisamente uma semana: de manhã leva as Liberty debaixo de cuecas. Chega ao infantário e fica só com as cuecas. Acreditam que agora raramente pede para ir à sanita?!
Parece que regrediu meses!
Isto cansa!!!
A educadora passa o tempo a perguntar-lhe se quer ir à casa de banho. Por vezes diz que sim, outras que não, mas ao fim e ao cabo não é lá que se porta mal.
Para mim o problema reside no facto de lhe ter criado a rotina em casa e, sobretudo, por passar muitas tardes com os avós e o pai, a passear. (em 8 dias, já foi 5 tardes para casa deles).
Como vai passear, vejo-me obrigada a pôr-lhe as liberty...para facilitar...mas acho que estou a fazer asneira da grossa.
Ainda há pouco deixava um comentário no blog de uma amiga sobre este assunto. Lembrei-me, na altura, que o meu sobrinho mais velho fez o desfralde em 5 dias e a mana num mês.
As razões, segundo a mãe, prendem-se com as viagens que faziam...as idas às compras...os passeios, que a "obrigavam" a colocar-lhe uma fralda.
Já questionei, novamente, a educadora, até porque é o único da salinha, mas ela que acha que não devemos, agora, parar o processo.
Que chatice!!!
Preparo-me para fazer os sacos para ir à aldeia, mas até agora mantêem-se vazios.
Bem...tenho que me decidir: vou ou não vou?
E se ele demora uma eternidade a fazer o desfralde? Ganho raízes aqui!
O melhor, se tivesse dinheiro e paciência, era deixá-lo usar fralda até aos 20!:)