quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
sábado, 31 de Outubro de 2009
Mãe que é mãe...
Adenda2: ainda ninguém percebeu que a vizinhança vai arruinar a minha reputação?! E então, ninguém faz nada?!:)
Estava eu desconsoladinha...
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Por falar em cremes de cu...
Adenda: antes que leve mais nas orelhas, AS BANDAS DE CERA TINHAM TERMINADO! DAAAHHH!
Deitar cedo...
Adenda: Fotos de fim-de-semana em Viseu (daí os dois pedidos maiores)
Adenda1: Huum! Bem vistas as coisas, poderia ter-me pedido uma "máquina gigante"-nome que deu a uma das escavadoras. Estou com sorte, não estou?:)
domingo, 25 de Outubro de 2009
Memórias...mudanças...
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Mãe que é mãe...
sábado, 17 de Outubro de 2009
Três (?) anos depois...
quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
Injustiças
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Estarei a exigir demasiado?
segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Adivinhem lá onde estou...
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Sorriso de...
quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
"Quero, posso e mando"...
Não suporto o tipo...nem mesmo quando decide ser simpático!
Na verdade, não suporto gente que muda de atitude como quem muda de camisa...para não dizer outra coisa. Na minha vida pessoal, uma pessoa assim é automaticamente erradicada!
No início do ano "presenteou-me" com 7 turmas e 3 níveis: 5 de Francês, 1 de Francês e Língua Portuguesa e outra de Língua Portuguesa, apenas. Acabei por lhe dizer que seria desgastante leccionar Francês a todas as turmas de 8ºano, dadas as dificuldades dos alunos (à excepção de uma turma, as restantes 5 tiveram, no ano lectivo transacto, 3 professoras durante o ano, levando ao incumprimento do programa-os alunos estão ao nível do 1º período, ou nem tanto, de um 7º ano de iniciação- a uma desmotivação e apatia que só se encontram nos maus alunos ou naqueles que não gostam de nada na disciplina).
Disse-lhe, ainda, que a componente lectiva semanal de 90mn não era, sequer, suficiente para oitavos anos cujo programa tivesse sido cumprido.
À sua maneira arrogante, respondeu, já alterado (nem sei bem qual dos dois estaria mais alterado) que não conhecia nenhuma escola onde o Francês de 8º ano usufruísse de 90+45 mn semanais(é claro que lhe respondi que isso se verificava em TODAS as escolas por onde tinha passado nos 15 anos de carreira...e já lá vão, com o colégio, 15 (só repeti uma escola...8 anos depois de lá ter estado a primeira vez).
Fez questão de frisar que eu também era professora de Francês e que precisavam de mim para leccionar Francês. Respondi-lhe que não vinha pedir que me fosse retirado o Francês, porque era a minha língua mãe e porque me sentiria amputada se não leccionasse as duas línguas.
No meio da conversa/discussão, lembrei-lhe que era a primeira da lista e que não achava justo não notar, da sua parte, qualquer receptividade ao meu apelo.
Não gostou, claro, até porque o despotismo com que encara o cargo de director não se compadece com parvoíces destas...mas acabou por alterar qualquer coisa no horário, atribuindo-me 4 em vez das 6 turmas iniciais a Francês e 3 turmas de L.P. Passei, então, a leccionar 2 níveis...a coadjuvar um 6º ano, para apoiar um menino autista...a coordenar o Plano Nacional de Leitura do 3º Ciclo e a dinamizar o Clube de Francês.
Qual não é o meu espanto quando, hoje, chego à escola e me mudam as regras do jogo!
O novo horário retirava-me a codocência, o que é extraordinário para o aluno que grita com quem não conhece e que já estabeleceu laços comigo...as horas do Clube, onde já despendi horas para a sua dinamização, com contactos estabelecidos com a Embaixada em Paris, bem como com a tentativa de encontrar antigos professores da faculdade onde andei, em Aix-en-Provence, no sentido de promover intercâmbios...e atribuía-me 3 turmas para Apoio a Língua Portuguesa.
Preocupada porque teria, nas minhas horas do clube, alunos já inscritos, dirigi-me à direcção e perguntei, com cautela, para não entrar novamente em choque (até porque os ânimos já andavam calmos), como ficariam estes alunos.
Enquanto lia qualquer coisa e me "dava ordem" para falar, coisa de gente bem-educada, eu lá ia falando para o boneco. A resposta, sempre de olhos postos no que estava a fazer, foi curta e grossa, dizendo-me, o tipo, que o Francês não interessa, porque a prioridade é a Língua Portuguesa (e a matemática, claro). Lembrou-me que eu também era professora de Português. Estou doida ou o fulano não percebeu nadinha da minha conversa inicial, quando lhe pedi que equilibrasse o meu horário, independentemente do número de turmas e níveis, permitindo-me leccionar as duas línguas por igual?!
O olhar só se cruzou com o meu quando lhe lembrei que não havia milagres para ajudar os alunos e que os pais certamente cobrariam por isso... Respondeu que não interessava.
Ao que parece, deixei de ser necessária para levar as turmas de Francês a bom porto...e a "preocupação" inicial não era mais do que tentar tapar o sol com a peneira!
Deveriam ver o rosto das 7 alunas que se inscreveram no Clube e que já traziam a autorização do E.E, porque era a professora da disciplina que lá estava! Tive pena delas!
Enfim...como diz um colega e muito bem, mais do que despotismo, o que caracteriza muita gente é o "filhadapu..vismo". Confesso que nunca tinha ouvido esta expressão, mas lá que lhe assenta como uma luva, isso assenta! É o que dá a concentração do poder!
E eu que vou gramar com isto 4 anos!!!
Valha-me, pelo menos, o valor que tenho no PNL para alunos e colegas e o saber que apesar de estar furiosa, os meus alunos não pagarão por isso!
Adenda ao post anterior: ontem, a pestinha trouxe um recado de BOM COMPORTAMENTO!!!;)
Adenda a este post: alterei o termo feio, com a ajuda do comentário de uma amiga que repetiu a palavra, unindo-a por dois pontinhos:)) Assim, fica mais soft e tem mais a ver comigo...na escrita, porque a verbalizar, de vez em quando vão saindo uns quantos disparates!;)
domingo, 4 de Outubro de 2009
Vê-lo deitado, tão indefeso, depois de lhe ter dado mais palmadas em dois dias do que num mês ou mais, faz-me sentir muito mal.
Apesar de saber que lhe faz bem ver os primos no ambiente deles...de adorar levá-lo a ver coisas que não vê no Norte...de me fazer bem estar em família, sinto que não devia ter vindo.
Habituei/ámos o Diogo a uma tranquilidade em casa, que só connosco vive. Fica doido quando está na presença de gente que ama!
A excitação aliada a uma boa dose de sono,-mais um hábito que lhe incutimos (o sono dele é sagrado, nem que tenhamos que chegar ao fim da tarde a festas e reuniões de família, aspecto criticado por uns e enaltecido por outros), revelaram-se, nestes dois dias, os piores inimigos de sempre.
A minha paciência cai por terra quando estou na presença de familiares e o Diogo não obedece...porque quer brincar com um brinquedo que a prima quer no momento...porque não lhe apetece comer...porque corre e foge e se mete nos becos mais perigosos...porque entra num local onde há uma ordem de visita e quer andar para trás e para a frente, como no Oceanário, por exemplo...porque se farta de chorar quando raramente o faz...
Hoje é, decididamente, um mau dia e sinto-me a pior de todas as mães.
E eu que costumo dizer que preciso de um livro de reclamações onde me queixar do puto, sinto que hoje é ele que deverá queixar-se de mim!
Ora bolas!
domingo, 27 de Setembro de 2009
No meu tempo...
Conversava com antigas colegas da Mesa do tempo em que éramos jovens beneméritas, cuja única gratificação que desejávamos enquanto elementos da Mesa era a "importância" que os anciãos da aldeia nos davam...sobretudo os que não sabiam ler.
Já a conversa ia longa, quando concluímos o quão benéfico seria voltarem esses tempos em que nada se recebia para ali estarmos...ao contrário de hoje.
De repente, chega o meu Gui com os avós e diz:
-Ó mamã, então? Já ganaste o dineiro?! Onde tá?
Como se diz por cá, na minha terra, "borrou a escrita toda!" Que bela vergonha fez a mãe passar e que grande aldrabona ela é!!!:)
De regresso à civilização amanhã pela fresquinha, porque apesar da mamã já não ser benemérita nestas andanças, há que o ser na escola, onde estaria dispensada...afinal tenho que deixar boa impressão algures...longe daqui!Lol!
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Consulta
- às birras, recomenda paciência, na rua, por causa do olhar dos terceiros (aspecto que deixa de me preocupar, no momento em que o Favinho pestinha me tira do sério) e firmeza em casa. A táctica mais eficaz, segunda a mesma, é colocá-lo de castigo contra a parede (onde é que eu já vi isto?:)) e obrigá-lo a ficar encostado 2,5mn- 1mn por cada ano de vida;
Como se mexeria, aconselha, ainda, a estar ao lado /atrás-nos primeiros tempos- para o obrigar a cumprir o castigo...sem NUNCA falar com ele. Após o castigo, deverei deixá-lo acalmar, até estar apto para conversar e perceber o que fez (isto eu já fazia). Aconselha, ainda, sempre que se mandar ao chão (felizmente não o faz muitas vezes), ignorá-lo, como fiz na sala de espera antes da consulta começar e que ela presenciou, sem esquecer de verificar se o local em que se encontra apresenta algum perigo. Em suma, na sua opinião, este é, de facto, o ano terrível para a maioria das crianças, por isso não há outra hipótese para além da determinação dos educadores, sob o risco de ser um adolescente insuportável e de bater nos próprios pais;
Como prevenção da gripe sazonal, duas vacinas, em intervalos de um mês...mesmo não tendo tido gripe o ano passado; ter em casa as bombas, o celestone, o zyrtec e o maxilase (nunca faltam, mesmo quando vou de fim-de-semana);
- Tal como eu, a pediatra é de opinião que não devo entrar em pânico e que também o não devemos privar das actividades a que já está habituado (maior foco de contágio é em casa , por parte da mamã, que é professora...), das idas a espectáculos e, até, da piscina, porque vai acompanhado por mim. Sobre esta última, deu-me uma declaração para desistir até Março, caso sinta que poderá trazer de lá alguma constipação ou possíveis otites;
- O infantário, contrariamente ao que a Directora previa, não pôs os meninos de máscara e, para além do plano de contingência que todos os estabelecimentos têm, não prevê impedir os alunos de frequentarem actividades extra-curriculares, nem visitas de estudo;
Em suma, saímos (eu e a minha "sogra") da consulta tranquilas, sem quaisquer problemas de consciência.
É claro que vou ter mais cuidados...é claro que trago no saco um desinfectante líquido e toalhetes no troley do Gui...é claro que a próxima viagem a Lisboa (daqui a 15 dias), não será de comboio, como planeado, mas de carro...e também é claro que vou pedir ao meu pai para ter cuidados redobrados no café, porque o Sr. Gui, que nunca viu a mamã tomar café, adora ir às chávenas dos conhecidos/amigos;
A Gripe A é uma estirpe de gripe...mais contagiosa, mas gripe... e eu sou mãe e continuarei a estar atenta aos sintomas do meu menino!:)
Não há-de ser nada, se Deus quiser!
Até um dia destes!
Adenda: Daqui a menos de 4 meses completa 3 aninhos!!! É claro que já há tema para a festa, não fosse o pirralho doido por tractores e escavadoras. O Bob foi, aliás, a personagem escolhida para o seu troley, bem como para a capa que fiz para a sua caderneta escolar que, à semelhança do ano anterior, foi personalizada pela mamã, com a ajuda mágica do photoshop...não fosse eu a boubelita que todas conhecem:)
terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Ainda estamos por cá
A verdade é que continuo a precisar de escrever. Acho que, se pudesse, até nas próprias paredes da casa escrevia.:) Estamos bem...graças a Deus.
Ambos com saúde (para já)...o pirralhito a crescer... a fazer birras, porque quer levar um patinho/pintainho/coelhinho para a cama ou um rato que encontre na horta, mesmo que este já esteja mais para lá do que para cá, ou, até, uma formiga, que entretanto acaba por sucumbir às suas brincadeiras... e por todos os motivos e mais alguns (lá terei que engolir na próxima 5ª feira o que disse à pediatra quando me alertou que chegaria o seu momento de fazer birras vergonhosas:))... a fazer mil e uma asneiras, que me tiram do sério e me obrigam a dar-lhe palmadas e a castigá-lo...a "desenhar" o papá e a mamã, juntos, sempre que as saudades do papá apertam...a recusar-se sair da cama da mamã, porque a dele é muito pequenina e era a " a cama do Diogo, quando era pequenino" (palavras dele- relembro que o quartinho foi mudado há um ano)...a descobrir, com aquela avidez que o caracteriza, TUDO, à sua volta, desde os espantalhos que os avós colocam nas hortas, até tudo o que eles sementam...a exercitar-se cada vez mais (nos mergulhos em piscinas/rio...na bicicleta, que faz voar, tal é a velocidade...na trotinette que era do primo e na qual adora fazer cavalinho... no skate que é "para meninos grandes, como ele!" e até a pisar uvas, para fazer o "seu" primeiro vinho e que o avô babado tenciona guardar para o seu casamento(?))...
Haveria tanto para dizer!
Está, neste momento, com 2 anos e 8 meses, mas os 2 anos e meio marcaram, na minha opinião, 3 fases importantes: o desfralde, o desmame da chucha e o início dos "porquês".
O desfralde, que eu julgava ter que adiar até à sua fase adulta, foi facílimo. Pus de lado a primeira tentativa de desfralde, em Maio (julgo) e recomecei na época balnear...com sucesso em escassos dias. " A Caolina já não é minha namoada poque facho chichi na cueca!- dizia quando se descuidava. Abençoada Carolina!!!
Os porquês (não as interrogações que já fazia, do género:" quem é este?"; " O que é isto?", etc), começaram no mesmo mês, quando, ao me ver pintar as unhas, perguntou " Tás a pintar as unhas, mamã...Puquê? (a fase do mamã voltou...não me perguntem a razão.Há semanas que não oiço a palavra "mãe"). Lá lhe respondi que era para ficar mais bonita. (Para já ainda não me sabe dizer "Então, porque não ficas?"Lol)
Desde esse momento, os porquês são uma constante...por tudo e por nada, o que me traz, por vezes, alguns constrangimentos, sobretudo quando insiste em querer saber porque tem uma pilinha e eu/ as avós/ prima/meninas não; quando me pergunta por que razão o pai não vem jantar ou quando me pergunta por que não tem manos.
O largar da chupeta foi, de todas as conquistas, a que mais me surpreendeu.
À semelhança do que fizera, aos 8 meses, com a mama, largou a chupeta na hora sem choros...sem birras, no dia em que a educadora me disse que dormira 3 horas sem a amiga (perdera a que estava no infantário e eu não lhe mandei mais nenhuma).
Nesse mesmo dia, mal chegou a casa, foi direitinho ao local habitual e matou as saudades. Quando a largou e a voltou a procurar (entretanto, já todas as outras tinham "desaparecido"), disse-lhe que os memés a tinham levado para os seus bebés. Foi remédio santo!
De facto, quando menos esperamos, somos surpreendidos. Apegadíssimo como era à sua enorme colecção de chupetas (chegava a trazer nas duas mãos e na boca), sempre pensei que mais do que chorar, gritaria o tempo todo.
Eu não disse que estaria aqui horas a escrever?:)
Adiante!
Como disse, estamos bem. Quer eu, quer o pai ou os avós continuamos a proporcionar-lhe as mesmas brincadeiras de sempre (já temos comprados 3 bilhetes para o Noddy), completamente à parte do pânico que se está a gerar sobre a gripe A.
Há 15 dias fomos ao Parque aquático...depois ao Sealife...e também não nos coibimos de ir com ele para centros comerciais ou parques infantis.
Por vezes, questionamo-nos se estamos a ser sensatos...mas seria sensatez tirar "vida" ao meu filho nesta fase em que ele tanto precisa dela?
É claro que apesar da nossa "insensatez", questionarei a pediatra sobre este assunto na consulta de 5ª feira, até porque preciso da sua autorização para ele regressar à piscina.
Quanto a mim, este ano lectivo e os próximos 3 vão ser uma mudança radical a nível profissional.
Desta vez a minha escola encontra-se a 20/25 minutos do infantário...a 25 kms de casa, por opção própria, de que já me arrependi milhentas vezes e outras tantas não!Lol
Este ano lectivo leccionarei Língua Portuguesa a 3 turmas de 7º ano, para dar continuidade; Francês a 4 turmas de 8º ano; dinamizarei o Clube de Francês, que está um tanto ou quanto esquecido e ainda exercerei o cargo de Coordenadora do Plano Nacional de Leitura de 3º Ciclo ( um desafio, uma grande responsabilidade, mas algo que me encanta).
O meu horário é de tarde, com excepção da 4ª em que é misto e da 5ª, o meu dia livre.
O meu favinho passará, por isso, a entrar a meio da manhã, para não perder as actividades, e a sair mais tarde, sempre que o pai o não puder ir buscar a meio da tarde.
Apesar de ausente 1 mês e meio da escolinha, o regresso foi tranquilo, afinal a adaptação já estava feita (esta foi, aliás, uma das razões que me levou a optar por uma escola mais distante, que me trará o dobro do trabalho, mas mais gratificação, sobretudo a nível pessoal, porque se trata de uma escola TEIP, uma escola prioritária, na qual os meninos são muito carenciados, a todos os níveis. Mais um desafio, portanto...e eu gosto de desafios!)
Como ajudante, comprei a Bimby...a melhor ajudante que poderia ter e, como sempre, procuro não deixar tarefas em atraso, para poder mimar o meu filhote, que me diz, a toda a hora " O Diogo é muito feliz!"; " És muito linda, mamã...és a mamã mais linda do mundo!"; " Eu gosto muito de ti/ amo-te/ je t'aime beaucoup, maman!"...Haverá palavras melhores?:)
Bem hajam por tudo!
Até um dia destes!
domingo, 12 de Julho de 2009
Até já!
Hoje acordei e senti que este cantinho já não tem razões de existir.
Começou por ser um prolongamento de mim...hoje, é um prolongamento do Gui e alguma repetição do que escrevo no seu diário...só meu.
A escrita faz parte de mim...fará sempre. É o meu porto de abrigo...
Encerro mais uma página da minha vida...mas continuarei por aqui...a ler-vos...a inventar novos projectos...a ir cada vez mais longe, neste mundo que tanto me fascina.
O meu muito obrigada por tudo...de coração...a vós, que tantas vezes partilhastes momentos felizes ou menos felizes...a todas as que, há muito, ultrapassaram este pequeno grande mundo...a todas /os as/ os que me querem bem e, sobretudo, aos meus avós, que fizeram de mim aquilo que eu sou, que me/nos protegem a toda a hora e que farão sempre parte de mim.
Para eles...mas para vós também, deixo um dos temas que mais que comove, banda sonora de um dos filmes que mais me comove, também...porque tudo tem um princípio e um fim...mas a esperança, essa, e a fé, continuam intactas.
Bam hajam por tudo!
segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Olá!!!!!
Esta semana concluo o trabalho e depois é só apresentar na última sessão, que será no dia 16. No dia 13 recomeçarão os exames nacionais...haverá, por isso, mais algumas vigilâncias...nada que atrapalhe.:)
Estamos bem...muito bem! Serenos... felizes...a viver intensamente cada minutinho.
O Favinho já começou a contagem decrescente para os 3 aninhos...O tempo voa!
Daqui a menos de seis meses, terei um pimpolho, certamente, ainda mais reguila...a dar mais trabalho...mas ainda mais lindo e mais especial.
Para quem é mamã de meninos desta idade...ou tem alguns no seu núcleo familiar ou de amigos, sabe bem o quão difícil é descrever uma criança nesta fase.
Isto por aqui tem andado desactualizado, mas o diário do meu Favinho está mais actual do que nunca.
A linguagem, há muito que deixou de ser motivo de escrita...porque é completamente impossível registar o que diz uma criança nesta fase...sobretudo ele, que começou a falar tão cedo.
Por vezes, quando há alguma expressão mais engraçada (está na fase da negação e a teimosia cresce a olhos vistos), lá vai ela direitinha para o diário, mas como dizia uma amiga há uns tempos atrás, a propósito do seu filhote, os progressos linguísticos são tantos, que só um gravador ou uma câmara permanente os conseguiria registar.
Teimoso e senhor do seu nariz, continua, no entanto, numa mãezite aguda surpreendente. ..mesmo quando estamos com o pai, que adora e com o qual convive tanto.
Cá em casa, é o meu Favinho de Mel...sempre colado a mim...aos beijinhos e abraços.
Sou o seu porto de abrigo...e a sua companheira de brincadeiras.
Lá fora, persistem as correrias...a avidez de descobrir...as dores de cabeça da mamã, do papá e dos avós.
Como dizia, vive tão intensamente cada segundinho seu, como se fosse o último...e eu habituei-me a seguir esta filosofia de vida.
O avô paterno já diz que gostaria que crescesse depressa, para perder alguma energia.:) A mim, cansa-me, é certo, sobretudo no exterior... mas como eu gostaria que o tempo abrandasse!
Continua apaixonado por tudo o que tenha duas ou mais rodas...sobretudo tractores, motos e escavadoras. A bicicleta já ultrapassou os limites do jardim e do parque, para se aventurar pelas ruas que circundam o apartamento dos avós.
Na piscina, que iniciámos há dois meses (adiada desde os 7 meses, a conselho da pediatra, pela frequência das otites), é destemido...como se a frequentasse desde sempre.
A primeira aula foi inesquecível: para ele, que adora água, era uma banheira imensa, cheia de gente. A expressão fez-me lembrar a dos meus avós, quando viram o mar pela primeira vez...ou o Santuário de Fátima.:), o que me fez constatar que aquele era o momento certo para iniciar a "natação".
Ontem, assistimos à festa de final de ano da escolinha dele. Não havia comes e bebes, nem insufláveis, mas havia um espectáculo para não mais esquecer.
O tema era " A magia de Walt Disney", sendo a festinha apresentada e interpretada, na íntegra, por crianças vestidas a rigor (pato donald...pateta, etc).
O espectáculo, com cerca de mil espectadores (na exponor), fez delirar miúdos e graúdos, não só pela presença do Mickey e da Minnie (em ponto grande), mas pelas actuações das crianças.
O meu Favinho apareceu logo no segundo filme de animação (nome dado a cada actuação)-Branca de Neve e os Sete anões , vestido de anãozinho, como todos os seus coleguinhas de sala; na escolinha da música e no final...juntamente com todos os elementos do infantário, ao fim de quase 2.30 de espectáculo.
Foi lindo...comovente. Julgo que o teria sido mesmo que o Gui não fizesse parte do elenco.
Com dois anos e meio, já nada lhe passa despercebido e é com enorme orgulho que "liga" aos avós maternos e lhes conta as suas aventuras com o Ruca, o Bob e o Palhaço...com o Mickey e a Minnie...e lhes diz que não tem medo deles e que tirou "fotofias" com eles.:), lhes relata episódios dos passeios que faz com os avós e o papá...ou com a mamã...dos convívios/comemorações a que assiste.
Hoje começou a época balnear e eu já estou ansiosa para o ouvir contar as suas aventuras...aquelas que conseguir contar.
Estaria horas aqui!Lol!...mas tenho que trabalhar!
Como vêem, continuo a mamã boubelita de sempre (ou talvez mais)...super orgulhosa da sua prole.... completamente iluminada!
Um beijinho muito grande e até breve!
Bem hajam por tudo!
sábado, 23 de Maio de 2009
Um até já!
O motivo é "um só": muitos backups para fazer...formação de 50 horas em curso...final do ano a aproximar-se...tentativa de evitar repetições e lamechices que não agradarão, certamente, a toda a gente (apesar de ter restringido a leitura do blog)...e muitos mimos para partilhar, em família e com os amigos.
Estamos bem. O Gui com saúde (nada de ites, febre ou infecção urinária)...e eu também...portanto, felizes!:)
Até já!
quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Cleópatra!
Está há 3 dias com febre que vai e vem. Descartadas as ITES, a pediatra achou por bem mandar despistar a urina, não vá a pielectasia ter voltado. Não me parece. Se tivesse infecção urinária, não andaria tão bem disposto e teria temperatura constante e bem mais alta...julgo. A pediatra preocupa-se...e ainda bem... mas, cá para mim ,a temperatura oscilante é efeito dos molares. A dentição está completa, porém dois dos últimos molares ainda não têm as "agulhinhas" todas de fora.
Adiante!
O Chinhor IoRo põe-me os cabelos em pé, mas as saídas engraçadas que tem (de crianças de 3 anos, segundo a opinião da pediatra-baba da mamã, claro!), lá me vão fortalecendo, para esquecer os maus momentos das palmadas.
Detesto castigá-lo. Dar-lhe palmadas, então, é um suplício, mas o miúdo exagera!
A manhã de hoje foi passada entre o laboratório e a escola da mamã, onde fez sucesso, como sempre (mais baba) porque o Chinhor se recusava a fazer chichi. Apertava as pernas e dizia que não iria fazer no CHACO (saco)...e não fez! Só conseguimos um niquinho de urina quando acedi a que fizesse chichi de pé...como o pai. É claro que ainda não se calou, envaidecido por ter feito chichi à homem!
O puto tem resposta para tudo! Tem uma língua afiadíssima, juro! Eu também tinha, mas já media mais do que um metro!!!
Meia volta, quando lhe ralhava no laboratório ou na escola, ou quando o ameaçava com uma palmada, dizia-me " Páda, Chinhora mamã!O Chinhor IoRo está uente! Não pode levar palmadas!"
Há pouco, quando chegámos a casa, saiu-se com esta: "Tu gotas do Chinhor papá, mamã, gotas?!". "Gosto, filho."-respondi!... Não tarda está a querer juntar-nos!
É incrível como as crianças são cada vez mais precoces.
terça-feira, 19 de Maio de 2009
O que leva um jovem de 21 anos a suicidar-se?...
Contrariamente ao habitual, numa escola tão grande, quando cheguei o ambiente era pesado...de dor. A notícia corria de boca em boca: o filho de uma colega (directora de turma do meu 11º) suicidara-se, ontem, com um tiro na cabeça.
Estou, desde então, petrificada!
O "miúdo", estudante finalista de fisioterapia, não apresentava, ao que parece, indícios que fizessem adivinhar o pior. Ao que parece, também, tinha acabado uma relação pouco tempo antes. Eu sabia, apenas, o que dizia a colega: era o mais novo de 3 irmãos, muito alegre e prestativo, adorava os pais e os irmãos. Era o Menino Jesus de todos.
Ao deparar-me com uma realidade destas, agora que sou mãe, não pude deixar de ouvir ainda mais atentamente os colegas mais velhos, sobretudo aqueles que diziam que os jovens de hoje não estão preparados para enfrentar as adversidades da vida, porque foram habituados a ter tudo. Quando o NÃO os cruza, diziam, não o aceitam de ânimo leve, acabando, alguns, por ter um final assim. Outros lembravam que os suicídios na adolescência/juventude também acontecem quando os jovens/adolescentes não têm "nada", porque se comparam aos que"tudo" têm e acabam por ficar infelizes...perdidos.
Será que o segredo está no meio termo? E o que é o meio termo? Para os pais, certamente, um conceito diferente daquele que os filhos terão...ou não?
Quando penso nestes pais...nesta mãe, que tantas noites deve ter passado em claro a embalar este "menino"...a mimá-lo...a ler-lhe histórias e a cantar-lhe canções...a amparar-lhe as quedas...os medos...a ensiná-lo a crescer, à sua maneira, fico ainda mais consternada.
Não imagino, sequer, a dor que sente...não me imagino a senti-la.
Diz-se que não se morre de amor...e, por amor? Eu morreria, certamente!
Nenhuma mãe...nenhum pai... deveria viver uma situação assim!
segunda-feira, 18 de Maio de 2009
De há uns tempos para cá, ela serve para tudo: para cultivar, com a ajuda da enxada que "rouba" aos avós...para fazer castelos...para mergulhar...e até para fazer de disco voador!
A areia faria menos estragos! É que a terra, misturada com as cerejas, faz uma mistura tão explosiva, nas mãos e nas roupas, que nem um banho demorado solucciona!
Bendito aquele que inventou a lixívia de cor!...Pena não a poder usar nas mãos!:)
sábado, 16 de Maio de 2009
A nossa casa
Há um ano atrás, quase desesperava por não conseguir encontrar um apartamento de jeito...dentro das minhas possibilidades. Dali a dias encontrava aquela que julgava ser" a casa dos meus sonhos".
Em Agosto completaremos um ano da nossa mudança...uma mudança que me fez crescer....que me ensinou a dar valor ao que realmente tem valor...que me fez encarar a vida com outros olhos.
Hoje, revivi um pouco de alguns momentos que já passámos nesta casa: as doenças...as decepções...as lágrimas e a solidão... mas também o amor e a alegria.
A casa (afinal, sem sol) cujo cheiro me fazia lembrar a minha infância, tornara-se estranha, porque abandonada...ela e nós...
Com os internamentos do Gui...a falta de sol...as contas de gás (gás de cisterna que me levou mais de 500€ nos meses frios)... a solidão que sentia acentuava-se ainda mais.
Nos dias amenos, ainda durante o Inverno, íamos para o jardim...respirar e brincar...mas até ali sentia que faltava companhia.
Depois, veio o Natal...o aniversário do Gui... e a casa encheu-se, novamente, de gente.
A relação que estabelecemos com os vizinhos da frente...a chegada do bom tempo, que nos permite viver a varanda e ainda mais o jardim e o campo de tennis...o sol que, timidamente, espreita na varanda da sala...o conforto de estar numa casa fresca naqueles dias de calor insuportável...o cheiro intenso dos pinheiros e dos eucaliptos naquele silêncio entrecortado pelos passarinhos, grilos, ou pelos amigos do Gui: os mémés e as "chivinhas" (os mais recentes habitantes do campo que vemos da nossa casa e que o Gui quase pode tocar do jardim- 3 alegres cabritinhos), começaram a apagar da minha mente o pensamento, há muito criado, de ter cometido um erro ao comprar esta casa.
Não...não é a casa dos meus sonhos...mas com essa eu já não posso sonhar!
Se tivesse sol...
Um dia...quem sabe, um dia...possamos, finalmente, estar numa casa com sol...mais perto de tudo...menos sós. Só alguém na mesma circunstância que nós poderá perceber esta solidão de que falo!:)
Adenda: Ao reler-me até parece que estou triste! Nada disso! Estou óptima...nem poderia ser de outra maneira! Foram as conversas com os meus pais que me trouxeram memórias.
Amanhã é outro dia e há que recuperar fôlego para correr atrás do Gui quando ele fizer asneiras enquanto comemos/colhemos cerejas!
Bem hajam por tudo!
quinta-feira, 14 de Maio de 2009
O "malvado" do desfralde!
Em Setembro comecei a criar-lhe a rotina de ir ao pote, de manhã, depois de beber o leite e à noite, depois de jantar.
Rapidamente se habituou e comecei a levá-lo depois do almoço e quando pedia (achava imensa piada ao pote-perfeitamente vulgar- e ao redutor da sanita, porque se sentia grande).
Agora, decidimos começar, porque também no infantário pedia para ir à sanita.
Estava ansiosa, claro, mas nunca pensei que o processo fosse tão difícil!
Começámos há precisamente uma semana: de manhã leva as Liberty debaixo de cuecas. Chega ao infantário e fica só com as cuecas. Acreditam que agora raramente pede para ir à sanita?!
Parece que regrediu meses!
Isto cansa!!!
A educadora passa o tempo a perguntar-lhe se quer ir à casa de banho. Por vezes diz que sim, outras que não, mas ao fim e ao cabo não é lá que se porta mal.
Para mim o problema reside no facto de lhe ter criado a rotina em casa e, sobretudo, por passar muitas tardes com os avós e o pai, a passear. (em 8 dias, já foi 5 tardes para casa deles).
Como vai passear, vejo-me obrigada a pôr-lhe as liberty...para facilitar...mas acho que estou a fazer asneira da grossa.
Ainda há pouco deixava um comentário no blog de uma amiga sobre este assunto. Lembrei-me, na altura, que o meu sobrinho mais velho fez o desfralde em 5 dias e a mana num mês.
As razões, segundo a mãe, prendem-se com as viagens que faziam...as idas às compras...os passeios, que a "obrigavam" a colocar-lhe uma fralda.
Já questionei, novamente, a educadora, até porque é o único da salinha, mas ela que acha que não devemos, agora, parar o processo.
Que chatice!!!
Preparo-me para fazer os sacos para ir à aldeia, mas até agora mantêem-se vazios.
Bem...tenho que me decidir: vou ou não vou?
E se ele demora uma eternidade a fazer o desfralde? Ganho raízes aqui!
O melhor, se tivesse dinheiro e paciência, era deixá-lo usar fralda até aos 20!:)
A escrita permite-me questionar-me. No final, fico sempre de alma lavada...como se o assunto que me preocupa no momento tivesse ficado fechado dentro do livro que é a minha escrita.
Gosto de vos ler.
Por vezes, releio atentamente os comentários que me deixam...sobretudo aqueles que me trazem ensinamentos.
Hoje, ao ler o comentário de uma amiga, relembrei a importância do amor e desvalorizei todos os que me dizem que mimo demasiado o meu filho...ou os que me dizem que não o deveria deixar dormir comigo.
Estes mimos, de que alguns familiares falam, não se referem aos bens materiais, até porque muitas vezes me ouvem negar ao Gui a prendinha que lhe apetece no momento, devidamente justificada" a mamã não tem dinheiro, filho!"...e ele aceita.
A primeira vez que deitei o Gui no quarto dele, nesta casa, foi desastrosa.
Acordou pouco tempo depois de adormecer. Chamou por mim. Deitei-me novamente ao seu lado, mas não adormecia. Irritada, resolvi levantar-me e vir para o meu quarto. Sem querer, encostei a porta. Levantou-se atrás de mim e ali ficou, parado no hall dos quartos, à espera que o fosse buscar. De vez em quando, sentia a porta a mexer, mas nunca a abriu.
Resolvi abrir a porta e ali estava ele, com o olhar mais triste que eu já vi...completamente perdido...com medo que eu o repreendesse se entrasse no quarto.
Não hesitei um só segundo em pegar nele ao colo e em abraçá-lo e enchê-lo de beijos e trouxe-o para a minha cama...até hoje! Sinceramente esta questão não me preocupa nem um pouco!
A pediatra diz-me muitas vezes que devo, sempre, seguir o meu coração de mãe. Só ele é capaz de saber o que é melhor para o meu filho...quando o castigar...e quando o abraçar.
Felizmente, apesar da sua personalidade forte, são muitos mais os momentos em que há beijos e abraços do que castigos ou choro. Acho que estou no bom caminho, sim! O meu Favinho é muito feliz...e só isso importa para uma mãe!:)
Bem hajam por tudo!
quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Teorias, tinha algumas...muitas vezes fundamentadas pelo que não julgava certo nos outros.
Nunca fui de opinar. Observava e tirava as minhas ilações.
Havia 3 aspectos que questionava frequentemente:
- a invasão do espaço/quarto dos pais;
- os brinquedos em demasia;
- as noites em casa dos avós.
Na questão do soninho, achava que um filho meu nunca invadiria o nosso espaço. Agora sorrio ao lembrar-me deste pensamento tão disparatado!:)
Sobre os brinquedos, prometia a mim mesma não cair no exagero que via em casa dos meus irmãos. Hoje verifico que não há grande diferença com o que se passa cá em casa, sobretudo desde que o pai e eu nos separámos.
Relativamente à última questão, era taxativa! Para mim, era obrigatório que os pais deixassem o/s rebento/s em casa dos avós, enquanto iam namorar: um fim-de-semana de vez em quando e uma semana por ano. Se um filho era importante, pensava, igualmente importante seria manter a sanidade do casal...só possível com esse distanciamento.
Foi, sem dúvida, nesta questão que mais me distanciei dos meus princípios.
Nunca, no tempo em que eu e o pai estivemos juntos, permitimos - neste aspecto eu e o pai completávamo-nos- que o Gui ficasse longe de casa à noite.
Agora que estamos só os dois, custa-me, ainda mais, pensar que um dia destes terá que pernoitar em casa do pai...passar fins-de-semana fora de mim...férias e épocas festivas.
Até agora o Gui é "exclusividade da mamã", nas questões do soninho da noite...nas regras incutidas...mas um dia destes a partilha, já adiada uma vez, terá que ser iniciada.
Muito raramente penso nestas coisas, confesso. Hoje, se o fiz, foi porque dei por mim a observar uma família monoparental (muito estranha) e receei o futuro.
Apraz-me pensar que nem todas as famílias são iguais...e que eu vou ser capaz de manter a serenidade que me caracteriza pelo bem estar de todos...para conseguir levar avante o tal projecto de que falava há tempos: fazer do meu filho um grande homem.
Algumas das minhas teorias ruiram, é certo, mas até ao momento não me parece que possam vir a causar danos maiores nos príncipios que orientarão o meu filho...assim espero!
Confesso que ficaria muito mal se visse, um dia, o Gui comportar-se, à minha frente, como os adolescentes de hoje! Como mãe, educadora e professora, juro que não compreendo a permissividade de certos pais...e ainda menos compreendo o riso envaidecido destes por verem os rebentos comportar-se como selvagens!
terça-feira, 12 de Maio de 2009
O segredo para pedalar
Mal começou a andar, comprei um triciclo do Ruca...que ainda dura.
Nunca pedalou. Punha os pés no chão e fazia os seus "crosses", como fazia no carro da chicco, que ganhou de presente no primeiro Natal....e ainda faz cá por casa.
Este Natal ganhou dos avós paternos um jipe a bateria e uns dias depois, pelo seu aniversário, uma moto dos avós maternos. (Parece que entram em competição, não é? Mas não é o caso. Penso que os 4 avós querem, apenas, vê-lo feliz.)
No triciclo não pedalava...O jipe, que iríamos partilhar entre as duas casas, não cabia no meu carro...e o mesmo acontecia com a moto.
Tomei, então, a decisão de levar a moto para a aldeia, onde já estavam outros veículos de grande porte, herdados do primo e uma bicicleta, ficando em casa apenas o triciclo e o carro da Chicco, que já tinha explorado ao máximo.
Foi na bicicleta do primo que tentou pedalar (nas férias do Natal, ainda a fez andar um metro), por isso lembrei-me de comprar uma, até porque, sempre que íamos ao parque, "roubava" as biciletas paradas das outras crianças.Lol!
Se mais depressa o pensei, mais depressa o fiz: em finais de Fevereiro comprava a dita cuja, que cabia na perfeição no meu humilde bolinhas!
Nas primeiras vezes, como não o podia empurrar, entretia-se a empurrar a bicicleta. Como é MUITO teimoso, insistia que tinha que entrar no campo de tennis do prédio, mas não podia, o que originava alguns atritos!:)
Acabei por deixar a bicicleta um pouco de lado, até que um dia, ao estacionar o carro na garagem, vejo o Gui a encaminhar-se para a bicicleta, subir e pedalar!
Só pedalava até meio, mas pedalava! Tinha pouco mais de 26 meses!
É claro que quase explodi de orgulho! Foi uma festa cá em casa...e na casa dos avós quando lhes contei!Lol!
Já na aldeia, durante as férias da Páscoa, melhorou a técnica (sobretudo na bicicleta desengonçada do primo) e começou a dar a volta aos pedais por inteiro.
Et voilà! É este o segredo do Gui: pedalar, sim...mas na bicicleta, que é coisa de grandes. O triciclo só agora é que começa a ter o uso normal.
Nem todas as crianças são iguais, é um facto, mas perante a minha hesitação em comprar a bicicleta, o empregado da loja disse-me que a grande maioria das crianças começava primeiro a pedalar em bicicletas próprias para a idade e só depois nos triciclos. Cá por casa foi isso que aconteceu.
O Gui adora tudo o que é de gente grande! Ontem, voltou a encontrar uma gilete e, claro, voltou a insistir que queria "cotar a barba". À resposta "é do avô João", retorquiu: " A mamã vai compar uma p'ó Diogo cotar a baba" e, como se lembrou do avô, acrescentou" a mamã também vai compar um tatôr munto gande!".
Tudo o que tem duas e quatro rodas ficou-lhe nos genes...está visto!:)
São horas...vou buscar o meu menino!:):):)
Até um dia destes!
sábado, 9 de Maio de 2009
Desviem-se!
Não está engraçado?
Reparem no seguinte pormenor: a meio de um dos percursos, quando empurra a bicicleta, cai a chupeta...Ora, ciclista que se preze não guia sem chucha...certo?;)
sexta-feira, 8 de Maio de 2009
O meu condutor preferido
Adoro esta fase do meu Gui e rio-me à brava quando o vejo fazer coisas de meninos grandes…com a chucha na boca!
Quando o vejo assim, tão desenrascado e tão crescido, custa a acreditar que já coube dentro de mim!
A par e passo com o desenvolvimento está a afirmação. Julga-se um homem-corrige-me e repreende-me, o pirralho- "Não faje icho, mãe!!!! Icho é ajneira!" "Não é achim, mãe...é achim!" " Põe a mão no Bolante, mãe!!!!:)
Quando o vou buscar à escolinha, vai depressa à mochila buscar os acessórios indispensáveis: a chupeta, os óculos de sol e o boné…que colola sempre de pala para trás…e sai assim…cheio de estilo e de vaidade!Lol!
Há dias...alturas...em que me torra a paciência, mas tudo é desvalorizado quando me sorri (e sorri tanto!), quando se enrola em mim e me diz "Je t'aime cocu (beaucoup) maman! "(há expressões francesas que utilizo desde que estava dentro de mim, por ser a minha língua materna:)), quando, ao acordar, me diz " Bom dia, mamã...dumiste bem, mãe?"; quando me diz “tens uma mão/perna/pé/boca bonita, mãe!” ou "És linda/ponita, mãe!" ou ainda quando me pergunta se estou doente.
Desde que entrou para o infantário que adoptou os dois termos-mãe e mamã- e eu fico embevecida ao ouvi-lo chamar por mim. Por vezes, quer ser engraçado, e chama-me pelo meu nome todo, acrescentando o nome da família do pai... ou pelo meu diminutivo!
No Dia da Mãe, não tive presentes...mas tive uma flor de campo, colhida no momento...porque lhe apeteceu colhê-la "Toma uma fôr, mãe! e aquele sorriso maroto que me lança quando sabe que me vai agradar...e que me derrete todinha!
É, sem dúvida, a minha obra mais perfeita…insubstituível… merecedora de todo o amor que durante anos guardei cuidadosamente só para si!
(Mãe boubela…e assumida, fico sempre mais nostálgica quando completa mais um mesinho- 28, neste momento- ou quando me surpreende e me envaidece com as suas conquistas. Como será quando o meu Favinho for para a faculdade?!:):))
Adenda: Na ausência do vídeo giríssimo que esta amiga compôs, no qual se vê o meu pequeno grande amor a andar na bicicleta que herdou do primo, na aldeia, e na dele, no jardim do prédio…como um menino grande, ofereço-vos esta foto…que fala por si!:)
Um dia destes mostro-vos a destreza com que já pedala e guia, o meu ciclista!:)







